Angola é 2.ª economia da SADC em 2050 se vencer desafios da educação e da elevada natalidade

Angola é 2.ª economia da SADC em 2050 se vencer desafios da educação e da elevada natalidade

Com uma taxa de crescimento populacional de 3,2% ao ano, Angola tem na elevada taxa de natalidade um dos principais entraves ao seu crescimento económico. Isso mesmo constata o relatório "O Caminho Actual: Angola rumo ao ano 2050", que traça um cenário onde se mantém a dependência económica do petróleo.

Angola terá 80 milhões de habitantes em 2050, quase o triplo dos actuais 30 milhões, 80% da população viverá em áreas urbanas e 82% terão acesso a electricidade, embora a taxa de pobreza continue a subir num País em que a distribuição de riqueza será cada vez mais desigual. Naquele ano, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá ser sete vezes maior do que é hoje e o PIB per capita irá saltar dos actuais 5.919 USD/ano para 13.200 USD.

No cenário que está a ser traçado pelo Instituto de Estudos de Segurança (IES), de Pretória, África do Sul, no âmbito do Programa Africano de Futuros e Inovação, Angola terá, em 2050, 100 mil quilómetros de estradas asfaltadas, ou seja 60% das suas vias terrestres, muito acima dos 10% em 2018, e a taxa de alfabetização atingirá 98%, com o fosso nas matrículas do secundário a esbater-se no sentido da paridade entre homens e mulheres.

Com o desafio demográfico a ser um dos "mais preocupantes", dada a elevada taxa de natalidade, e a qualidade da educação a constituir- se como "gargalo" ao crescimento económico, a economia posiciona- se no relatório "O Caminho Actual: Angola rumo ao ano 2050" para ser, daqui a três décadas, a "sexta maior" economia em África, a "quarta maior" entre os países de rendimentos médios-baixos de África e em "segundo lugar", depois de África do Sul, na Comunidade de Desenvolvimento de África Austral (SADC), posições que descem para 15.ª, 6.ª e 7.ª, respectivamente, quando se compara rendimentos médios.

"Dado o crescimento rápido da população, as previsões de crescimento económico para os próximos anos não são impressionantes", refere o relatório, que ainda está em fase de elaboração e que conta no País com o acompanhamento de três investigadores do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola - Alves da Rocha, Carlos Vaz e Francisco Paulo, para além da Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP) e da JMJ Consultores. (...)


(Leia o artigo integral na edição 545 do Expansão, de sexta-feira, dia 11 de Outubro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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