Angola Telecom em falência técnica há pelo menos dois anos

Angola Telecom em falência técnica há pelo menos dois anos
Foto: César Magalhães

Apesar de as demonstrações financeiras terem sido preparadas com base no princípio das operações, que a Comissão de Gestão interina defende ser "apropriado" no pressuposto do apoio continuado por parte do Estado, os auditores independentes não são tão optimistas.

A Angola Telecom está em falência técnica há pelo menos dois anos, com os seus activos a serem inferiores aos passivos, levando o auditor independente às contas de 2018, a EY, a alertar para incertezas quanto à continuidade do negócio. A empresa duplicou os prejuízos em 2018 para 35 mil milhões Kz, de acordo com as demonstrações financeiras publicadas no site do IGAPE.

Apesar de as demonstrações financeiras terem sido preparadas com base no princípio das operações, que a Comissão de Gestão interina defende ser "apropriada" no pressuposto do apoio continuado por parte do Estado, os auditores independentes não são tão optimistas.

A EY chama a "atenção para o facto de os capitais próprios serem negativos e do passivo corrente exceder o activo corrente" em 102,6 mil milhões Kz. "Estas circunstâncias indiciam a existência de uma incerteza significativa que pode colocar em causa a capacidade da empresa continuar o seu curso normal de negócios", refere a EY no "Ênfase" do relatório do auditor independente.

Pelo segundo ano, a empresa registou capital próprio negativo, depois dos 19,3 mil milhões em 2017, obteve 62,4 mil milhões em 2018, para o qual contribuiu, sobretudo, o registo de resultados transitados negativos na ordem dos 79,9 mil milhões Kz.

O facto de estas perdas terem ido a resultados transitados não agravou os prejuízos em 2018, altura em que a empresa pública de telecomunicações fechou o ano com resultados líquidos negativos a rondar os 35 mil milhões Kz, depois de já ter registado resultados negativos também em 2017, num montante que ronda 17,9 mil milhões Kz.

Na auditoria às contas, a EY aponta seis reservas. Uma aponta baterias ao facto de os procedimentos e controlos internos vigentes não permitirem assegurar que todas as transacções foram devidamente capturadas e registadas no exercício a que pertencem. (...)


(Leia o artigo integral na edição 545 do Expansão, de sexta-feira, dia 11 de Outubro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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