Tiro à queima-roupa

Tiro à queima-roupa

A percepção de que os cargos de chefia devem passar pela aferição de competências comportamentais tem vindo a crescer. Na óptica de que, com a modernização dos processos laborais e a correria global pela vantagem competitiva, há necessidade de uma desenvoltura comportamental quanto às atitudes e hábitos do gestor como diferencial na caminhada para o sucesso laboral.

Na Máfia, a expressão tiro à queima-roupa é comummente utilizada em execuções onde qualquer arma carregada é disparada a menos de 50 centímetros da vítima para garantir a "total" carbonização do local disparado. Mais ainda, a vítima está normalmente vestida, e o óbito como resultado é quase sempre fiável pela brutalidade e proximidade do tiro.

Em RH, como sempre, é possível encontrar essa analogia no ambiente laboral, na medida em que verificamos este tipo de acção nos gestores mal comportados e pouco entendedores da gestão efectiva do capital humano.

Ora vejamos alguns sinais deste assédio moral.

1º O gestor gosta de ser o centro das atenções: entendendo que só ele deve ter a meritocracia por ser o responsável da área. Provavelmente utiliza palavras como "Eu sou, eu fiz" e, mesmo em momentos de sucesso da empresa, ele critica mais do que elogia. - O gestor de RH entende que se um maestro quer liderar uma orquestra deve virar de costas para a plateia, concentrar-se nos músicos e simplesmente esperar ouvir os aplausos.

2º O gestor que tem favoritos: este sinal vai mostrar que o gestor trabalha melhor e dá vantagens maiores aos seus queridinhos da instituição. Há dois grandes problemas nisto. O primeiro é que imputa demasiada expectativa em colaboradores que, embora sejam do seu agrado, podem falhar e o gestor não está preparado para aceitar tais erros. O segundo problema é que os que não são tidos nem achados acabam por ver embaciada a sua própria competência, sentem-se injustiçados, pois, por melhor que façam o seu trabalho, o valor, o reconhecimento e o respeito não é visível. A ideia de ilhas empresariais cria hábitos inúteis para empresas que apostam no sucesso. - Valorizar o capital humano e estimular a melhoria contínua das acções resulta em comprometimento dos colaboradores e dinheiro. Cada colaborador tem um talento e o talento do gestor é descobrir as valências dos colaboradores e apostar nelas como suporte laboral. (...)

*Directora de Recursos Humanos e Docente

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