Angola cai quatro lugares e tem o 14.º pior ambiente de negócios do mundo

Angola cai quatro lugares e tem o 14.º pior ambiente de negócios do mundo
Foto: César Magalhães

Pontuação sobe uma décima, para 41,3 pontos, mas o País caiu quatro lugares no ranking Doing Business. Resultado não foi bem recebido pelo Executivo, que esperava que as contas do Banco Mundial reflectissem outras análises positivas desta e de outras instituições sobre as reformas aplicadas no último ano.

Nenhuma das reformas implementadas em Angola entre Maio de 2018 e Maio de 2019 foram reconhecidas pelo Banco Mundial como tendo melhorado o ambiente de negócios do País, revela o último relatório Doing Business, no qual Angola sobe apenas uma decima na pontuação, para 41,3 pontos (em 100), mas perde quatro lugares no ranking global, passando da posição 173 para a 177.ª, em 190 países analisados.

Segundo a avaliação do Banco Mundial, o País praticamente não registou qualquer evolução nos 10 critérios que actualmente contribuem para apurar este ranking que avalia o ambiente de negócios. Face ao ano anterior, cujos resultados foram actualizados, Angola apenas registou melhorias em alguns dos indicadores analisados nos critérios que quantificam a facilidade em abrir um negócio (+0,4 pontos), obter licenças de construção (+0,3) e registar uma propriedade (+ 0,2 ).

Ainda assim, não são identificadas quaisquer reformas significativas e nos restantes sete critérios, que vão desde a obtenção de crédito, o cumprimento de contratos, o pagamento de impostos, ou a obtenção de electricidade, o País obteve exactamente a mesma pontuação que há um ano, data em que foram reconhecidas reformas em dois critérios: facilitação do comércio internacional e fornecimento de energia eléctrica.

Este resultado foi mal recebido pelo Executivo, que terá mesmo solicitado esclarecimentos sobre os dados utilizados em alguns indicadores, apurou o Expansão junto de fonte do Governo. O Executivo esperava que o ranking de 2020 reflectisse o trabalho realizado entretanto e as avaliações positivas que têm sido divulgadas por esta e por outras instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), que tem vindo a acompanhar as reformas económicas estruturais que estão a ser implementadas no âmbito do Programa de Financiamento Ampliado aprovado com o FMI em Dezembro de 2018. (...)


(Leia o artigo integral na edição 547 do Expansão, de sexta-feira, dia 25 de Outubro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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