Crise económica e financeira em Angola 'matou' 11 mil empresas nos últimos cinco anos

Crise económica e financeira em Angola 'matou' 11 mil empresas nos últimos cinco anos
Foto: César Magalhães

O tecido empresarial angolano tem registadas 185.897 empresas e, destas, apenas 52.689 estão em funcionamento, sendo que 130.858 são unidades "fantasmas", ou seja, sem actividade. No final de 2018, a capital do País continuou a dominar a mortalidade na actividade empresarial e a província da Lunda Norte teve a menor taxa de morte.

A crise económica e financeira que o País vive desde 2014 provocou o encerramento de 10.711 empresas em todo o território nacional, a uma média de 6 empresas por dia, de acordo com cálculos do Expansão com base em dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). No final do ano passado, as empresas encerradas representavam 8% do total das unidades registadas no Guiché Único de Empresa.

O Anuário das Estatísticas das Empresas do INE, que avalia a série entre 2015-2018, divulgado esta semana, indica que o País contabilizava, no final do ano passado, 185.897 empresas com autorização para operar no mercado, ou seja, mais 11,0% face a 2017.

No ano passado, indica o INE, 130.858 aguardavam início de actividade, ou seja, 70,3% do total das empresas registadas até 31 de Dezembro de 2018 eram "fantasmas", 74 tinham actividade suspensa, 2.276 tinham sido dissolvidas e apenas 52.689 empresas estavam em actividade.

De acordo com as contas do Expansão, sete em cada 10 empresas registadas em 2018 estavam sem actividade em Angola, ou seja, apenas três em cada 10 empresas estava activa.

Os dados do INE indicam que, em 2015, início da nova série sobre o anuário das empresas, Angola contava com 41.507 empresas em actividade de um universo total de 139.980 empresas constituídas.

Para o presidente da Associação Indústria de Angola (AIA), José Severino, a situação tende a melhorar, se olharmos para os dados de 2016-2017 sobre o tecido empresarial, por isso, segundo diz, é preciso que o Estado continue a criar políticas para estimular os mercados em Angola. (...)

(Leia o artigo integral na edição 549 do Expansão, de sexta-feira, dia 8 de Novembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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