Sete dos dez blocos petrolíferos não tiveram ofertas

Sete dos dez blocos petrolíferos não tiveram ofertas

Esperava-se que o acordo entre a ANPG e a Exxon Mobil para explorar três blocos fosse atrair petrolíferas que ainda não operam em Angola. A Total e A ENI foram as únicas estrangeiras interessadas em procurar petróleo numa bacia inexplorada. Já a Sonangol concorreu sozinha.

A licitação de 10 blocos petrolíferos nas bacias de Benguela e Namibe não atraíram investimentos de multinacionais estrangeiras que ainda não operam no mercado angolano. Após a realização dos roadshows em Nova Iorque, Londres e Dubai, a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG) e os analistas do sector aguardavam pela entrada de investimentos em Angola liderado por multinacionais como a Conoco Phillips, Tulow Oil, a Royal dutch Shell e outras, o que não aconteceu.

De acordo com os resultados recentemente divulgados pela ANPG, a Total e a ENI, que já operam em Angola, foram as únicas multinacionais estrangeiras a concorrer para operar os dois únicos blocos petrolíferos que atraíram interesse de investidores estrangeiros, deixando a Sonangol sozinha na licitação de um terceiro bloco. No final das licitações, a ANPG ficou com sete blocos em casa, ou seja, que não serão explorados, já que não obtiveram ofertas (ver tabela).

De acordo com o presidente da ANPG, Paulino Jerónimo, em declarações ao Expansão, a bacia do Namibe tem 12 blocos, dos quais três foram negociados directamente com a Exxon Mobil antes da licitação e igual número recebeu propostas durante o processo: "do meu ponto de vista, o facto de existirem seis blocos que avançam para exploração, é positivo", disse.

Questionado sobre as razões da não atracção de novos operadores para o mercado, o responsável da concessionária nacional refere que ainda é muito cedo para se chegar a conclusões, uma vez que até à fase de adjudicação (17 de Janeiro) podem surgir novidades, pois a ANPG continua a receber propostas para negociação directa. No entanto, o especialista em energia, José Oliveira, sublinha que a falta de propostas se deve ao facto de a bacia do Namibe nunca ter sido antes explorada e por os blocos serem em águas profundas, logo, de exploração mais cara e de maior risco. (...)


(Leia o artigo integral na edição 551 do Expansão, de sexta-feira, dia 22 de Novembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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