Depreciação do Kz 'trava' venda de 10 mil casas nas centralidades

Depreciação do Kz 'trava' venda de 10 mil casas nas centralidades
Foto: César Magalhães

Ministério do Ordenamento do Território e Habitação atrasou início do processo de vendas devido à constante variação do Kwanza face às moedas estrangeiras, já que dificulta a fixação de preços. Benguela e Luanda são as províncias com mais casas fechadas, mas também onde há maior procura.

A indefinição na atribuição dos preços travou a abertura da nova fase de vendas das habitações do Estado, nas centralidades, cujo arranque estava previsto para Dezembro, num processo que envolve cerca de 10 mil imóveis em todo o País.

O Expansão apurou que o atraso na definição dos preços resulta da instabilidade do mercado cambial, com variações constantes na taxa de câmbio do Kwanza face às moedas estrangeiras, mesmo que os preços dos imóveis sejam fixados em moeda nacional. Só que os preços de referência em termos informais acabam por ir de encontro ao dólar.

Por exemplo, na capital do País, estava previsto arrancar no próximo mês a venda de apartamentos da Urbanização Vida Pacífica (Zango 0) e Zango 5, anteriormente designado de Zango 8, pouco mais de 5 mil imóveis (ver tabela).

O Expansão apurou que está em curso um estudo para a definição do preço destas habitações, tendo em atenção a actual situação da depreciação do Kz, que tem retirado poder de compra aos cidadãos. "Nesta fase económica que o País está a viver temos que ter alguns cuidados nos preços", admite uma fonte do Ministério do Ordenamento do Território e Habitação (MINOTH).

Definir os preços daquela que é a centralidade com maior procura na cidade de Luanda, a Urbanização Vida Pacífica, tem sido a maior "dor de cabeça"." Inicialmente estavam definidos alguns preços, mas com o agravar da situação tiveram que ser repensados, porque se retiramos a subvenção que é aplicada em determinadas centralidades, os apartamentos vão encarecer muito e não é este o nosso objectivo", disse

A estratégia deverá passar pela redução dos preços previstos inicialmente, bem como a extensão do tempo de pagamento, como admitiu recentemente a ministra do MINOTH, Paula de Carvalho. "O estudo está praticamente concluído e a qualquer momento iremos dar a conhecer, no sentido de vermos a mensalidade mais baixa, porque vamos também estender o tempo de compra", avançou a titular do Ordenamento do Território e Habitação, quando falava em alusão ao Dia Mundial do Habitat, celebrado no dia 5 de Novembro. (...)


(Leia o artigo integral na edição 552 do Expansão, de sexta-feira, dia 29 de Novembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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