BFA "tomba" da liderança dos lucros e contribui para queda de 24,5% nos resultados da banca

BFA "tomba" da liderança dos lucros e contribui para queda de 24,5% nos resultados da banca
Foto: ARQUIVO
EXPANSÃO

Queda de mais de metade dos lucros no terceiro trimestre afastou banco da liderança do ranking dos resultados líquidos. BAI é novo líder, com resultados de 101 mil milhões Kz. Ex-PCA do BCI e um risk manager associam baixa nos resultados do sector à retracção no crédito e imparidades. Crédito dá um pulo de 1,7%.

Os lucros do Banco de Fomento Angola (BFA) caíram 51% para 74 mil milhões Kz no terceiro trimestre deste ano, com a instituição bancária a ser a que mais contribuiu para a queda de 24,5% para 392 mil milhões Kz do agregado dos resultados líquidos de todo o sector face ao total do período homólogo de 2018, de acordo com cálculos do Expansão com base nos balancetes de todos os bancos.

A redução dos lucros do BFA não só pressionou os resultados do sector como afastou o próprio banco da liderança do ranking dos "Big5" por lucros. Com a quebra, o BFA é substituído pelo Banco Angolano de Investimento (BAI), que fechou o terceiro trimestre com lucros de 101 mil milhões Kz, um avanço de 102% face ao registado em igual período do ano passado.

Participado pela Unitel e o BPI, o BFA é agora o segundo colocado no ranking dos bancos com maior resultado líquido, seguido pelos bancos de Desenvolvimento de Angola (BDA), BIC e o Banco Económico (BE). Este grupo dos cinco maiores bancos em activos concentra 70% dos lucros do sistema bancário, sendo que 30% está com restantes bancos.

No agregado de toda a banca, os bancos registaram lucros de 392 mil milhões Kz, que compraram com os 519 mil milhões do terceiro trimestre de 2018.

Os balancetes trimestrais não trazem, por regra, as notas explicativas às contas. Ou seja, não juntam os argumentos dos bancos sobre as alterações nos respectivos resultados individuais. Mas o Expansão questionou o BFA sobre a queda abrupta dos lucros no terceiro trimestre, mas o banco não respondeu até ao fecho desta edição.

No caso do BAI, que viu os lucros mais do que duplicar, ajudaram os juros dos títulos do tesouro e menos custos com imparidades para provisões, confirmou ao Expansão fonte do conselho de administração. (...)


(Leia o artigo integral na edição 553 do Expansão, de sexta-feira, dia 6 de Dezembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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