BNA 'aperta' posição cambial dos bancos para os obrigar a despachar divisas

BNA 'aperta' posição cambial dos bancos para os obrigar a despachar divisas
Foto: Quintiliano dos Santos

A partir de Janeiro, os bancos vão comprar directamente moeda estrangeira às petrolíferas e a taxa de câmbio será definida, principalmente, pelas negociações no mercado interbancário. Novos limites visam impedir que bancos guardem divisas e desincentivam vendas a taxas de câmbio elevadas.

As instituições bancárias estão obrigadas em 2020 a reduzir a sua posição cambial de 5% para 2,5%, numa medida que o banco central implementou para os obrigar a "despachar" divisas a clientes e ao mercado interbancário. Especialistas alertam que o regulador deve estar "atento a situações de "contabilidade criativa" dos bancos para gerirem as suas posições cambiais.

O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola reuniu a 29 de Novembro de 2019 e definiu que o banco central vai deixar de comprar divisas às petrolíferas, que passam a vender directamente aos bancos comerciais, a partir de 2 de Janeiro.

Numa medida complementar a esta, o regulador decidiu também reduzir o limite da posição cambial dos bancos comerciais de 5% para 2,5%. O objectivo é evitar que os bancos guardem as divisas já que, em Angola, um "dólar amanhã vai valer mais do que vale hoje", admite ao Expansão uma fonte do sector bancário.

A posição cambial é a diferença entre os activos e os passivos em moeda estrangeira. Estes activos são as reservas em moeda estrangeira que os bancos têm no BNA, em títulos do tesouro e depósitos nos correspondentes (e ainda alguns créditos que concederem em USD e que, entretanto, não foram convertidos).

Os passivos em moeda estrangeira são os depósitos em USD que ainda têm de alguns clientes. A partir de Janeiro de 2020, esta diferença não pode ser superior a 2,5% dos fundos próprios (que é a diferença entre os activos totais e os passivos totais). (...)


(Leia o artigo integral na edição 553 do Expansão, de sexta-feira, dia 6 de Dezembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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