Angola exportou menos 41 milhões de barris de petróleo em 2019

Angola exportou menos 41 milhões de barris de petróleo em 2019
Foto: César Magalhães

As exportações de petróleo em 2019 caíram 8% para 493 milhões de barris face aos 534 milhões exportados em 2018. Contas feitas, os produtores de petróleo receberam menos 5.400 milhões USD.

Angola exportou menos 41 milhões de barris de petróleo em 2019 face a 2018, o que se traduziu numa quebra de 5.400 milhões USD. Além da diminuição do número de barris exportados, contribuiu para essa queda a diminuição do preço médio, já que em 2018 cada barril foi vendido a uma média de 70,3 USD, enquanto em 2019 o preço médio de exportação foi de 65,1 USD.

Segundo contas do Expansão a partir de dados do site PetroAngola e do Ministério das Finanças, em 2019 foram exportados 493 milhões de barris, menos quase 8% face aos 534 milhões vendidos em 2018.

Em termos de receitas, no ano passado a exportação de crude rendeu 32,1 mil milhões USD, enquanto no ano anterior tinham rendido 37,5 mil milhões. Uma queda de 15%. Trata-se da receita média obtida por todos os produtores de petróleo em Angola, já que, em média, o País fica "apenas" com aproximadamente 30% destas receitas, entre impostos e royalties e a própria produção da Sonangol.

A queda da exportação acompanhou os níveis de produção que seguiram a tendência de declínio dos últimos anos.

Aliás, a produção de petróleo em Angola reduziu cerca de 86 milhões de barris em cinco anos, passando de 1,716 milhões de barris por dia em 2013 para 1,479 milhões em 2018. Esta quebra tem um impacto negativo sobre o volume das exportações de petróleo e, indirectamente, sobre a taxa de câmbio e de inflação resultante da redução de divisas provenientes destas exportações.

A quebra no valor da exportação é justifica pelo preço médio do barril de crude que no ano passado esteve nos 65,1 contra os 70,3 de 2018. Mas ainda assim acima da previsão do Orçamento Geral do Estado (OGE) revisto em 2019, que apontava a um preço médio de 55 USD.

No entanto, especialistas apontam também o crescimento das reservas americanas, expectativas sobre uma prolongada guerra comercial entre os Estados Unido e a China, assim como manutenção do controlo da produção por parte da OPEP, como factores que contribuiram para a redução da procura de petróleo no mercado internacional no ano passado.

O preço médio anual das ramas angolanas transaccionadas no mercado internacional, nos primeiros três meses de 2019, ficou abaixo do preço de referência do Brent, situação que se inverteu a partir de Abril onde o petróleo produzido no País passou a ser vendido com preço acima do mercado. (...)

(Leia o artigo integral na edição 556 do Expansão, de sexta-feira, dia 10 de Janeiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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