Empresários denunciam atrasos dos bancos na entrega de créditos aprovados pelo PAC

Empresários denunciam atrasos dos bancos na entrega de créditos aprovados pelo PAC
Foto: DR

Os empresários querem começar a trabalhar nos projectos aprovados, no âmbito do PAC, mas os bancos não libertam os financiamentos, queixaram-se numa reunião com o ministro da Economia. Numa conjuntura adversa, que obriga à reconversão dos negócios, a máxima "tempo é dinheiro" ganha nova actualidade.

Os empresários e gestores dos diferentes sectores de actividade denunciam atrasos, por parte dos bancos comerciais, na disponibilização dos financiamentos dos projectos já aprovados no âmbito do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), enquadrado no Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi).

Esta é uma das queixas que o ministro da Economia, Sérgio Santos, ouviu na reunião de auscultação aos empresários, que decorreu há uma semana, e onde cada sector apresentou as suas preocupações (ver infografia). Num ano que se adivinha difícil, as empresas vão ter de "ajustar os seus negócios, tendo em conta a procura dos diferentes nichos do mercado", defende o economista e docente Yuri Quixina.

E outras terão de optar por redimensionar as suas estruturas para sobreviver numa conjuntura adversa, em que "os custos operacionais aumentaram com o câmbio flutuante", que teve como consequência a "depreciação do kwanza" e a perda do poder de compra das famílias, como explica Fernandes Wanda, docente e investigador da Universidade Agostinho Neto.

Neste contexto económico, em que se verifica uma "redução dos investimentos do Estado e um fraco consumo", muitas empresas encaram o PAC como oportunidade para a reconversão. Mas o atraso no financiamento, pela banca comercial, de projectos já aprovados de pequenas e médias empresas compromete os objectivos do programa e põe em causa a sobrevivência das próprias empresas.

De acordo com o presidente da Associação dos Empresários do Kwanza Norte, Gilberto Simão, os financiamentos disponibilizados foram apenas para as grandes empresas e "não há registo de que as pequenas e médias empresas tenham sido contempladas nesta fase". O presidente da Associação Industrial de Angola, José Severino, reconhece a existência de atrasos, mas desdramatiza o seu impacto. Severino entende que a disponibilização dos financiamentos é um processo natural, porque decorre da relação do banco com o promotor. (...)


(Leia o artigo integral na edição 560 do Expansão, de sexta-feira, dia 7 de Fevereiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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