Indecisão na OPEP desilude investidores

Indecisão na OPEP desilude investidores
Foto: DR

O facto de a Rússia não ter apoiado, de imediato, a recomendação de se cortar cerca de 600 mil barris por dia à oferta do cartel exerceu pressão sobre os preços do barril de petróleo.

Tal como na semana passada, o preço do petróleo (Brent) voltou a ter um mau desempenho. O saldo dos últimos 7 dias foi negativo (-1,81%), tendo encerrado nos 54,28 USD por barril. Os investidores ficaram desiludidos com o desfecho da reunião técnica da OPEP e aliados (decorrida na semana transacta), que, ao segundo dia, não havia qualquer decisão sobre mais cortes de produção para conter a queda dos preços. O facto de a Rússia não ter apoiado, de imediato, a recomendação de se cortar cerca de 600 mil barris por dia à oferta do cartel (6% da oferta global) exerceu pressão sobre os preços.

Nos próximos dias, a negociação da matéria-prima poderá ser impulsionada pela divulgação do mais recente Monthly Oil Market Report da OPEP. O documento mostrou que, em Janeiro, o cartel mostrou-se comprometido com o corte de mais 500 mil barris aprovado na Reunião de Dezembro. De facto, o grupo deixou de produzir cerca de 509 mil barris por dia, com a sua produção total a se situar nos 28,859 milhões de barris diários. O aumento da produção da Arábia Saudita foi compensado por reduções em 10 dos 14 países arrolados no grupo.

Ao mesmo tempo, a volatilidade aumentou nos mercados, devido aos receios de que o coronavírus se prolongue por mais tempo e afecte o crescimento económico global. Neste sentido, a consultora britânica Capital Economics juntou-se a outras instituições e publicou uma análise, onde prevê que a economia mundial deverá registar perdas na ordem dos 280 mil milhões de USD nos primeiros três meses do ano, pondo fim ao ciclo de 43 trimestres de expansão. Com base nisso, espera-se que o PIB global não cresça, em termos trimestrais, pela primeira vez desde 2009. (...)


(Leia o artigo integral na edição 561 do Expansão, de sexta-feira, dia 14 de Fevereiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

*Banco Angolano de Investimentos

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