Alemanha lança milhões e apoia "economia de mercado"

Alemanha lança milhões e apoia "economia de mercado"
Foto: Quintiliano dos Santos

Com a visita relâmpago de Angela Merkel, a Alemanha posicionou-se na frente para participar nas parcerias público-privadas que o Governo vai lançar para a construção de infraestruturas, na área da distribuição de energia, água potável e telecomunicações. O Metro de Luanda pode servir como balão de ensaio.

Um financiamento de mil milhões USD, destinado à aquisição de equipamentos para apetrechar as turbinas da central hidroeléctrica de Caculo Cabaça, e a assinatura de vários acordos para a reabilitação de estradas, a instalação de um centro de formação e a criação de um Cash Center no Banco Nacional de Angola, constam do balanço da visita da Chanceler alemã a Luanda, que abriu vias para novas formas de cooperação bilateral, nomeadamente a participação alemã em parcerias público-privadas.

Em menos de 24 horas em território angolano, Angela Merkel e a comitiva que a acompanhou desde a Alemanha, e que aumentou depois da passagem por África do Sul, onde permaneceu dois dias, cumpriram um intenso programa, que incluiu a participação na abertura do 8.º Fórum Económico Angola-Alemanha.

Neste fórum empresarial, Merkel teve oportunidade de falar para uma plateia de 500 pessoas, entre empresários, gestores públicos e antigos estudantes angolanos na Alemanha, sobre a nova Angola que, com a luta contra a corrupção, abre novas vias para a cooperação com a Alemanha.

No seu discurso de boas vindas, na Cidade Alta, e no Fórum Económico, João Lourenço apelou ao envolvimento alemão nas parcerias público-privadas que o Governo pretende desenvolver e "acenou" com o programa de privatizações de 190 empresas que o Executivo pretende concluir em 2022.

"Angola está aberta para apoiar os investimentos do sector privado internacional em domínios tão diversos, como a agricultura, a agroindústria, a indústria transformadora e extractiva, pescas e turismo, mas pretende também desenvolver parcerias público-privadas para a criação de infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, portuárias, de produção e distribuição de energia e água potável e telecomunicações", sintetizou o Presidente João Lourenço.

A construção do metro de superfície de Luanda, cujo projecto será elaborado pela Siemens, de acordo com o memorando de entendimento assinado no fórum, poderá servir de balão de ensaio às parcerias público privadas. Neste caso, o Estado ficará com uma quota de 30% no investimento a realizar, como precisou o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D'Abreu, que assinou o acordo, rubricado também pelo director executivo da Siemens, Michael Peter. (...)


(Leia o artigo integral na edição 561 do Expansão, de sexta-feira, dia 14 de Fevereiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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