Governo da Guiné Equatorial repudia "ingerência" francesa

Governo da Guiné Equatorial repudia "ingerência" francesa
Foto: DR

À excepção do crime de corrupção, do qual foi absolvido, Teodorín foi condenado pelos crimes de branqueamento de dinheiro, desvio de fundos públicos e abuso.

O governo da Guiné Equatorial repudiou terça-feira os "actos de ingerência" e "manipulação" da justiça francesa, depois de o Tribunal de Recurso de Paris confirmar a condenação do vice-presidente Teodorín Obiang, tornando-a efectiva, por "ganhos ilícitos", com os quais construiu um património considerável em França.

O tribunal de apelação confirmou a condenação de Teodorín, em primeira instância, numa sentença de 2017, pelos crimes de branqueamento de dinheiro, desvio de fundos públicos e quebra de confiança. A justiça francesa manteve os três anos de prisão suspensa, o arresto de bens adquiridos em França no valor de 150 milhões de euros e tornou efectivo o pagamento de uma multa de 30 milhões de euros ao Estado francês, que tinha sido suspensa em primeira instância. Teodorín Obiang, filho do Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, foi absolvido pelo crime de corrupção.

Num comunicado assinado pelo primeiro-ministro, Francisco-Pascual Oboma Asue, o governo da Guiné Equatorial "qualifica de inaceitável e inapropriada" a "intromissão e manipulação" da jurisdição penal francesa sobre factos que, a acontecer, deveriam ter sido julgados no país. (...)


(Leia o artigo integral na edição 561 do Expansão, de sexta-feira, dia 14 de Fevereiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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