Terceira operadora de telemóveis não arrancou no prazo previsto

Terceira operadora de telemóveis não arrancou no prazo previsto
Foto: César Magalhães

A Angorascom já devia estar a dar os primeiros passos para a operacionalização da terceira rede móvel no nosso País, mas mantém-se à espera do que vai acontecer no sector. Oficialmente não desistiu do acordo, mas pediu um prazo até ao mês de Março para tomar uma decisão definitiva.

O empresário egípcio Naguid Sawiris não avançou na criação de condições para a implementação da terceira operadora móvel, tal como tinha ficado estabelecido quando foi entregue à sua empresa, a Angorascom, o Título Global Unificado da Angola Telecom.

As informações recolhidas pelo Expansão dão conta que oficialmente não desistiu, mas não deu os passos que estavam combinados, sendo que há cerca de dois meses mantém-se "apenas" na expectativa. Quando confrontado pelas autoridades angolanas, pediu um adiamento da comunicação de uma decisão final para o próximo mês de Março.

No acordo que tinha sido estabelecido, a terceira operadora deveria estar a funcionar em Fevereiro de 2021, daqui a um ano, o que não deverá ser cumprido. O mesmo implicava um investimento de cerca de 320 milhões de dólares - 120 milhões para pagamento do "fee" da licença que a Angola Telecom nunca pagou (60 milhões a curto prazo e o restante de forma faseada), mais 200 milhões para pôr a funcionar as infra-estruturas (obras na rede básica da Angola Telecom mais outras a construir).

Havia também no acordo um cronograma de acções a desenvolver, sendo que a Angorascom não deu nenhum passo para o seu cumprimento. Sendo um investidor financeiro, o egípcio está também na expectativa do que vai acontecer com os novos desenvolvimentos no sector das telecomunicações em Angola, percebendo-se que a sua estratégia para entrar no nosso País pode vir a ter contornos diferentes.

Tendo actualmente o Estado 50% da Unitel, uma empresa que lidera o mercado e funciona bem, e tendo manifestado a sua intenção de vender a participação, porque não "guardar" este investimento para entrar directamente numa empresa que já opera e dá lucro, em vez de fazer um projecto de raiz, com muitos mais riscos? Os estudos da empresa sobre as verdadeiras condições da rede básica da Angola Telecom também podem ter ajudado a colocar a questão, uma vez que as infra-estruturas funcionais foram sendo passadas ao longo dos anos para a posse das duas operadoras nacionais. (...)

(Leia o artigo integral na edição 562 do Expansão, de sexta-feira, dia 21 de Fevereiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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