A viagem a África motivada pela China e pelas mensagens contraditórias de Washington

A viagem a África motivada pela China e pelas mensagens contraditórias de Washington
Foto: DR

Na primeira viagem do chefe da diplomacia americana a África Subsariana, Mike Pompeo teve a difícil tarefa de contrariar a dissonância entre o discurso da Administração Trump e a prática, sinaliza a imprensa dos EUA.

"Quase dois anos depois de o Presidente Trump o nomear o principal diplomata dos Estados Unidos, Pompeo viajou para África para convencer os seus líderes a evitar investimentos chineses e, em vez disso, procurar colaboração com Washington e empresas americanas".

No quarto parágrafo de uma extensa reportagem de balanço da primeira incursão do secretário de Estado por África, o New York Times (NYT) sinaliza o motivo da viagem de Pompeo. Já antes, outros jornais americanos o haviam feito, apontando a China como o ponto central do périplo do chefe da diplomacia americana por África, numa tentativa de reafirmar os EUA como parceiro privilegiado do continente mais jovem do mundo e refrear o avanço da forte influência chinesa e da crescente presença russa.

Mike Pompeo estava também incumbido de reverter os efeitos da falta de envolvimento da Administração Trump em África e de atenuar o impacto das observações depreciativas do Presidente dos EUA sobre o continente, assim como dos cortes do Departamento de Estado no financiamento a programas africanos, como refere a ABC News.

"O desafio que Pompeo enfrenta em África é explicar as mensagens contraditórias vindas de Washington", afirmou Witney Schneidman, membro da Africa Growth Initiative da Brookings Institution, à ABC News, antes de o secretário de estado embarcar para o Senegal, primeiro destino da viagem por África. Schneidman aponta ainda "a falta de atenção que está a ser prestada" ao continente, notando que 14 meses depois de o ex-assessor de segurança nacional, John Bolton, ter lançado a estratégia para África "muito pouco foi realizado, onde muitas outras nações avançaram".

O NYT vai mais longe ao evidenciar a dissonância entre o discurso e a prática ao descrever a chegada de Pompeo a Bole, na Etiópia, "cidade moldada pelo mesmo adversário contra o qual tinha vindo pregar: a China". (...)


(Leia o artigo integral na edição 562 do Expansão, de sexta-feira, dia 21 de Fevereiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)


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