Candidato perfeito ou imperfeito?

Candidato perfeito ou imperfeito?

A verdade é que não consigo ver qual a vantagem de alguém que tenha estado em 20 anos de carreira, na mesma indústria, em apenas duas ou três empresas, e em funções idênticas, comparando com alguém que teve experiências em várias empresas, diferentes indústrias e, por vezes até, com funções diferentes.

Em entrevistas de emprego é uma das prioridades perceber o percurso profissional do candidato e quais as razões das mudanças de empresa, de rumo, de área, de indústria, ou qualquer outra questão que seja relevante para quem está a entrevistar. Muitas vezes, quem está no papel do recrutador, seja que posição tenha na organização, tem alguma dificuldade em perceber os perfis mais incomuns, ou seja, aqueles que foram mudando mais vezes nas várias vertentes.

A verdade é que não consigo ver qual a vantagem de alguém que tenha estado em 20 anos de carreira, na mesma indústria, em apenas duas ou três empresas, e em funções idênticas, comparando com alguém que teve experiências em várias empresas, diferentes indústrias e, por vezes até, com funções diferentes.

Em várias conversas com amigos ou colegas de profissão, ou até recrutadores, muitos dizem que há inúmeras vantagens no primeiro caso, como por exemplo, conhecerem em profundidade a indústria e a função, e que assim poderão acrescentar mais ao negócio. Não deixa de ser verdade, e até poderá ser interessante para qualquer empresa, contratar alguém que conhece bem a indústria em que a mesma opera.

No entanto, o que vai esta pessoa acrescentar ao negócio ou às pessoas? Se nunca experienciou outras realidades, o que vai trazer de novo? Muito pouco ou nada. E se vivemos num mundo em constante mudança, não seria importante que as empresas contratassem profissionais de outras realidades? Na minha opinião, sim. Temos vários exemplos de sucesso de metodologias da indústria automóvel que foram implementadas noutras indústrias. Temos vários casos de sucesso de pessoas que transitaram de empresas tecnológicas para empresas mais tradicionais e vice-versa, sejam elas na mesma função ou até em diferentes funções. (...)


(Leia o artigo integral na edição 562 do Expansão, de sexta-feira, dia 21 de Fevereiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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