Aviação em África contribui com 56 mil milhões USD para PIB mas continua a dar prejuízo

Aviação em África contribui com 56 mil milhões USD para PIB mas continua a dar prejuízo
Foto: César Magalhães

Apesar da previsão de crescimento de 4,6% ao ano, a indústria de transporte aéreo africano continua a registar prejuízos, ao contrário do que se verifica na aviação internacional, que pelo 3.º ano consecutivo regista lucros.

O transporte aéreo em África contribui com 55,8 mil milhões USD para o Produto Interno Bruto (PIB), suporta 6,2 milhões de empregos e, nos próximos 20 anos, deve crescer a uma taxa de 4,6% ao ano, uma das mais altas do mercado da aviação comercial, descreve Abdérahmane Berthé, secretário geral da Associação das Companhias Aéreas Africanas (AFRAA), no relatório anual da organização referente ao ano de 2019, apresentado em Senegal.

O crescimento do tráfego é suportado pela expansão das linhas aéreas africanas, como sublinha o responsável da AFRAA, que estima em 334 milhões o número de passageiros nas rotas aéreas africanas em 2037. Em 2018, 6 companhias aéreas associadas da AFRAA expandiram as suas rotas intra-africanas e intercontinentais e criaram 23 novas ligações, 14 delas para fora do continente, tirando partido do crescimento da indústria do turismo em África, desde 2016, que fez subir para 67 milhões o número de chegadas internacionais em 2018.

Mas, apesar destes números, o transporte aéreo em África continua a dar prejuízo, com uma perda estimada em 1,09 USD por passageiro, em 2018, ao contrário do que se verifica em termos globais. Pelo terceiro ano consecutivo, a indústria da aviação internacional tem tido um retorno de capital superior ao seu custo, com um lucro médio por passageiro de 6,85 USD em 2018, segundo Abdérahmane Berthé.

Estes números, compilados no relatório anual da AFRAA, organização que congrega 44 companhias aéreas entre as quais a TAAG, foram divulgados, em Dakar, à margem da 3.ª reunião de operacionalização do Mercado Único do Transporte Aéreo em África (SAATM), projecto que está numa fase embrionária e que se confronta com inúmeros desafios. (...)


(Leia o artigo integral na edição 562 do Expansão, de sexta-feira, dia 21 de Fevereiro de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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