Lucros da banca disparam 24% para 584,5 mil milhões Kz

Lucros da banca disparam 24% para 584,5 mil milhões Kz
Foto: Quintiliano dos Santos

Depois de 2018 ter sido o ano com o maior lucro de sempre na banca, 2019 deverá seguir o mesmo caminho, já que 20 dos 26 bancos que publicaram os balancetes do IV Trimestre dentro dos prazos legais, obtiveram lucros em Kwanzas maiores que os registados há dois anos. Mas em dólares os resultados líquidos baixaram.

Os lucros dos 20 bancos comerciais que publicaram os balancetes do IV trimestre de 2019 até dia 3 de Março, registaram um crescimento de 24% para 584,5 mil milhões Kz, voltando a beneficiar das operações cambiais e de títulos de dívida para disparar os resultados.

Já em dólares, à taxa de câmbio de 31 de Dezembro de 482,2 Kz/USD, os resultados líquidos sofreram uma queda de quase 21% para 1.212 milhões USD, descendo de 1.529 milhões USD (taxa de câmbio de 31 de Dezembro de 2018 de 308,6 Kz/USD).

Os balancetes disponíveis não trazem notas explicativas às contas do trimestre mas as rubricas dos balancetes, como o crédito a clientes - o negócio tradicional dos bancos -, as comissões de serviços bancários e demais margens financeiras, ajudam a entender o crescimento dos resultados líquidos.

É com base nesses indicadores que os analistas consultados pelo Expansão explicam o avanço em mais de 20% nos resultados líquidos de todo o sector.

Para o risk manager, Adolfo Dombo, os títulos públicos indexados à moeda estrangeira têm gerado vantagens nos players do sector bancário, mecanismo a que juntam as operações cambiais e o crédito. "Os bancos têm os títulos e obrigações indexadas à moeda estrangeira. Uma apreciação da moeda estrangeira, implica ganhos para a instituição. Este é um ponto; o outro são as operações cambiais e o crédito bancário", comenta o também quadro sénior da banca.

Depois de em 2018 a banca ter registado o maior lucro de sempre, com um crescimento de 169% face a 2017, a banca volta a encaixar lucros e subidas nas demais rubricas do balanço, apesar da crise que já dura há cinco anos. (...)

(Leia o artigo integral na edição 564 do Expansão, de sexta-feira, dia 6 de Março de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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