Intermediários como a Gemcorp são para descontinuar

Intermediários como a Gemcorp são para descontinuar
Foto: DR

Executivo quer financiamentos menos onerosos, com maturidades mais longas e a taxas de 3% ao ano, o que afasta intermediários.

O Executivo está a privilegiar o recurso a financiamento multilateral por parte de instituições como o Banco Mundial ou o Banco Africano de Desenvolvimento e pretende evitar empréstimos por via de intermediários como a Gemcorp, que apresentam condições mais onerosas, admitiu a ministra das Finanças na semana passada.

"Entre aquilo que é a estratégia que temos defendido e aquilo que é o custo de oportunidade de parar alguns projectos, consentimos alguns sacrifícios porque o custo de não tratar daquele dossier [Laúca] tem um custo elevado", adiantou a ministra, que falava num encontro com jornalistas que decorreu na semana passada.

Vera Daves respondia a uma questão do Expansão sobre as razões que levaram o Estado a recorrer novamente a um financiamento por parte deste intermediário para pagar uma tranche de 400 milhões USD à Odebrecht, num financiamento em moldes semelhantes a um outro que ocorreu em 2018 para pagar obras em Laúca. Na prática, a Odebrecht só recebeu cerca de 300 milhões pois o resto ficou na posse do financiador. No final do ano passado, o Governo volta a recorrer à Gemcorp, para obter mais 400 milhões para Laúca.

Na altura, o Expansão avançou que a Gemcorp estava a ser investigada pelo Serviço de Investigação Criminal. Entretanto, também avançou que o fundo sediado em Londres foi cúmplice num esquema que passava por garantir que as compras ao exterior por via de financiamentos eram realizadas em circuito fechado. Os importadores designados pelos ministérios encomendavam os bens a uma trader ligada à Gemcorp que, por sua vez, os comprava a um outro trader registado em zonas francas e que, por norma, era propriedade dos mesmos donos das empresas importadoras designadas pelos ministérios. (...)

(Leia o artigo integral na edição 565 do Expansão, de sexta-feira, dia 13 de Março de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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