Não se monta uma brigada de luta contra incêndio quando a casa já pegou fogo!

Não se monta uma brigada de luta contra incêndio quando a casa já pegou fogo!

Foram com estas palavras que o Prof. Doutor Peter Piot, virologista e um dos co-descobridores do vírus da Ébola terminou a sua recente entrevista num dos mais reputados jornais ingleses de economia e finanças. Nessa entrevista ele realçou as medidas tomadas pela OMS para enfrentar essa nossa ameaça, que mais uma vez mostra a necessidade de os governos investirem nos seus sistemas de saúde.

Aí lembramo-nos do nosso texto de 2018, aqui neste espaço, "Em Angola não faltam apenas médicos, falta antes pragmatismo!". Nele tratamos de reflectir como Angola poderia melhorar o rácio médico/habitante (na altura um médico para cada 4.400 habitantes), através de um programa de formação de médicos (nas mais diversas especialidades), idêntico ao que o estado do Arizona nos Estados Unidos tinha em 2001. Esse programa passaria por uma melhor articulação entre os sectores da saúde, ensino superior e habitação, requerendo um certo pragmatismo do nosso Executivo, coisa que, diga-se de passagem, ainda falta.

O mundo ainda não foi capaz de determinar o impacto a curto, médio e longo prazo da actual ameaça que o coronavírus representa. Na entrevista Peter Piot diz que é difícil nesta altura termos uma estimativa séria, isso porque o vírus se espalha com muita rapidez. Sabemos sim que este novo desafio para o sistema de saúde global teve origem na China. Tendo em atenção o que a China representa hoje para a economia angolana (principal destino das exportações de petróleo de Angola e segunda fonte das importações de Angola) não temos como não prognosticar uma situação complicada para a economia nacional nos próximos tempos.

Porém, em Angola, as coisas estão como chamam os ingleses "business as usual", traduzindo "tudo normal"! O Executivo ainda não pensa em rever o OGE, segundo a ministra das Finanças. Mas também não o vemos a levar a cabo acções junto, por ex., das universidades para que estas desenvolvam estudos sobre os cenários que Angola poderá enfrentar e desta forma o País estar melhor preparado na eventualidade de um deles se concretizar. (...)

(Leia o artigo integral na edição 565 do Expansão, de sexta-feira, dia 13 de Março de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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