João Boa Quipipa reúne consensos para ocupar o lugar de PCA da Unitel

João Boa Quipipa reúne consensos para ocupar o lugar de PCA da Unitel
Foto: Lídia Onde

A assembleia geral da Unitel no próximo dia 8 de Abril deverá eleger João Quipipa como PCA da Unitel, substituindo Isabel dos Santos que esteve à frente do Conselho de Administração desde 2001 até Maio do ano passado. Este é o nome escolhido pela Sonangol, que detém 50% do capital da empresa.

João Boa Quipipa será o próximo presidente do Conselho de Administração da Unitel, de acordo com o que o Expansão apurou junto da Sonangol e do Governo. Este será o nome proposto pela MsTelcom e pela Sonangol, que juntas têm 50% do capital da empresa, na próxima assembleia-geral de 8 Abril.

A hipótese de Carlos Feijó, que tinha sido avançada no início do ano, acabou por ser descartada tendo em conta que se pretende alguém que seja reconhecido pela sua capacidade técnica e não pelas suas qualidades políticas. A linha de pressão que pretendia colocar o advogado como PCA da Unitel perdeu força com o argumento da necessidade de passar uma mensagem ao mercado (especialmente em termos internacionais) de menor interferência do Governo na gestão do líder de mercado das comunicações móveis.

João Quipipa é formado em economia pela Universidade Agostinho Neto, com a pós-graduação em Itália. Ocupou vários cargos na administração pública, tendo sido nomeado secretário de Estado do Tesouro em Abril de 2016 pelo então presidente José Eduardo dos Santos. Anteriormente tinha ocupado alguns cargos de destaque, nomeadamente presidente do Conselho Fiscal da Sonangol e presidente do Conselho Fiscal do Fundo Soberano. Actualmente é também o presidente da Mesa da Assembleia Geral do BFA, banco onde a Unitel tem a maioria do capital social. Faz parte do Conselho de Administração da Unitel desde 5 de Maio do ano passado.

A assembleia geral da companhia telefónica está marcada para 8 de Abril, a primeira depois da compra pela Sonangol da quota da OI, aparecendo o Estado angolano com 50% do capital. A formalização dos 25% comprados à empresa brasileira também irá ser definida, sendo que deverá ser a própria Sonangol a aparecer no capital social com estes 25%. A hipótese de ser a MS Telcom a ficar com 50% pode criar uma desconformidade com os regulamentos do sector das telecomunicações no que diz respeito ao cruzamento de investimentos, uma vez que está definido que uma empresa desta área de actividade não pode ter mais de 50% de capital de um operador que está no mesmo sector. (...)

(Leia o artigo integral na edição 566 do Expansão, de sexta-feira, dia 20 de Março de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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