Crude recupera 12% face à semana passada

Crude recupera 12% face à semana passada

Eventual cooperação dos EUA com a OPEP e os seus aliados para aliviar a actual guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia anima mercados. Norte-americanos querem evitar rombo na produção de xisto.

Embora se esteja ainda em um período de muita incerteza e volatilidade nos mercados, o saldo semanal do petróleo foi positivo. Entre 18 e 25 de Março, a matéria-prima recuperou cerca de 12% e fixou-se nos 27,78 USD por barril, no mercado londrino.

Assim, parece estar a haver, em quase todos os mercados, uma certa recuperação do pessimismo verificado na semana anterior. As bolsas mundiais reagiram positivamente a vários pacotes de estímulos económicos que têm sido aprovados em diversos países. Entre estes, está o provável acordo nos EUA de um plano de 2 biliões USD, que, a concretizar-se, deverá contemplar injecções directas à economia e alívio nos impostos.

Além das várias medidas para se contrapor os efeitos económicos da COVID-19, nesta semana, o petróleo beneficiou também de algum optimismo em relação ao anúncio de que os EUA poderiam cooperar com a OPEP+ (membros do cartel e seus aliados) e aliviar a actual "guerra de produção" entre a Rússia e a Arábia Saudita no mercado petrolífero. De referir que, aos EUA não interessa um preço do barril demasiadamente baixo devido ao elevado custo de produção de xisto das suas empresas. (...)


(Editorial da edição 567 do Expansão, de sexta-feira, dia 27 de Março de 2020, já disponível em papel ou em versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

*Banco Angolano de Investimentos

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