Sonangol pode poupar 300 milhões USD na importação de refinados

Sonangol pode poupar 300 milhões USD na importação de refinados
Foto: ARQUIVO
EXPANSÃO

Nem tudo são más notícias. A baixa do preço do crude e a paralisação da actividade económica, atiraram para baixo os preços da gasolina e do gasóleo Se juntarmos a isto a baixa do consumo, pode estimar-se que a Sonangol pode poupar 300 milhões de dólares em 2020 na importação de refinados.

O consumo de combustíveis no País deverá cair entre 15% e 20%, acompanhando a tendência de quebra da actividade económica, já que os aviões estão parados, os veículos não circulam livremente entre províncias e, nas grandes cidades, e o sistema de fornecimento de energia de Luanda consome cada vez menos gasóleo devido ao aumento da capacidade de produção das barragens no norte de Angola.

De acordo com previsões avançadas por especialistas, tudo vai depender do tempo que durar esta pandemia, mas é previsível que exista uma queda entre os 10% e 20%. Já o ano passado as importações de combustíveis tinham caído 6% face a 2018, mesmo com a depreciação cambial que se verificou no ano passado.

Se tivermos em linha de conta que as importações de gasóleo e gasolina custaram em 2019 cerca de 1,6 mil milhões USD, pode esperar-se uma poupança para a Sonangol que oscilará entre os 200 e os 300 milhões USD, partindo do princípio que a actividade económica irá retomar no mês de Maio.

De acordo com o Relatório provisório da Sonangol, em 2019, a venda de combustíveis a clientes finais caiu 6% face ao ano anterior, tendo a companhia importado 3.359.228 toneladas métricas de refinados. Ainda de acordo com as contas da Sonangol apresentadas em Fevereiro, Angola produz somente 25% do gasóleo e 2% da gasolina que consome. Isto significa que qualquer baixa de consumo se reflecte directamente nas importações, uma vez que a capacidade nacional de abastecimento ainda está muito longe das necessidades do mercado.

Um dos pormenores que o consultor e especialista em energia José Oliveira chama atenção é que Angola deve aproveitar a baixa de preços. "Os preços estão baixos, penso que ainda temos alguma capacidade de armazenamento, e devemos aproveitar este momento", defende. Diga-se que nesta altura a capacidade de stockagem de produtos refinados no mundo está praticamente completa, o que pressiona a descida dos preços e leva a que muitas refinarias estejam a suspender a produção. (...)

(Leia o artigo integral na edição 568 do Expansão, de sexta-feira, dia 3 de Abril de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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