Estará o sector segurador preparado para recuperar do impacto da Covid-19?

Estará o sector segurador preparado para recuperar do impacto da Covid-19?

O sector segurador poderá sair reforçado se conseguir uma resposta adequada aos desafios, aproveitando as oportunidades tanto a nível de negócio como do modelo operativo. Acompanhar as tendências e novos comportamentos dos consumidores minimizará o impacto negativo no sector, contribuindo para maior transparência, conveniência e impacto social do sector na economia.

Nas últimas semanas o mundo foi surpreendido por uma pandemia que obrigou a decretar o afastamento social e o estado de emergência em muitos países. Ainda não é conhecido todo o impacto na economia mundial, mas é certo que todos os sectores de actividade serão de alguma forma impactados. O sector segurador não é excepção, com impactos significativos a nível de negócio e operações. Mas esta pandemia está igualmente a mudar mentalidades, incluindo a maior consciência para a necessidade de protecção de pessoas, rendimentos e bens e poderá ser uma oportunidade para reforço da importância do sector na economia.

O impacto da Covid-19 no sector segurador

A pandemia provocada pela Covid- 19 está rapidamente a definir um "novo normal" no nosso quotidiano familiar, social e profissional. Muitos países declararam o estado de emergência e lutam contra a propagação do vírus, provocando um impacto significativo em praticamente todos os sectores da economia. A actividade seguradora não é excepção e, por todo o mundo, está já a sofrer diversos impactos, tanto a nível de negócio como operativo:

- Necessidade de garantir a continuidade das suas operações e garantir a segurança de colaboradores e outros stakeholders. Esta continuidade é afectada pelos desafios de realização de algumas tarefas à distância ou pela indisponibilidade de colaboradores chave afectados pelo vírus;

- Necessidade de garantir novas formas de comunicação com clientes com foco em meios remotos por forma a garantir a continuidade das operações e de angariação de negócio futuro, num sector ainda em grande medida dominado por modelos de intermediação e gestão muito baseados no relacionamento interpessoal.

- Aumento do volume de sinistros em algumas linhas de negócio, como de seguros de saúde, com potencial impacto na qualidade do serviço prestado e rácios de sinistralidade. O distanciamento social e a necessidade de tratar processos de forma desmaterializada é outro dos desafios que se coloca.

- Maior volatilidade de mercados financeiros com impacto directo na rentabilidade dos activos financeiros e, consequentemente, nos resultados e solvabilidade do sector. ¦ Potencial decréscimo no volume de novo negócio provocado pela expectativa de recessão a uma escala global, com impacto ainda mais significativo nos ramos mais influenciados pelos ciclos económicos, nomeadamente automóvel e acidentes de trabalho. (...)

*Partner da KPMG

(Leia o artigo integral na edição 568 do Expansão, de sexta-feira, dia 3 de Abril de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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