Nada será como antes

Nada será como antes

Angola tem estado muito bem desde o início desta pandemia. Angola percebeu a enorme fragilidade do seu sistema de saúde e tomou medidas de coragem, mas que estão a dar bons resultados. Que assim continue. África e o mundo precisam de uma Angola forte e unida, preparada para os desafios futuros...

Nada será como antes. Seremos pessoas diferentes. Melhores ou piores, não sabemos ainda. As relações interpessoais serão também diferentes. Haverá certamente um maior pudor em abraços e beijos de cumprimentos e despedidas. Os cuidados de higiene no que se refere a lavar as mãos, tirar os sapatos à entrada de casa, entre outros, serão um hábito e não uma excepção. Não sabemos ainda como será o regresso ao trabalho e quais as consequências destas longas semanas a trabalhar remotamente. Como serão as interacções entre colegas de trabalho e que novos hábitos profissionais serão instalados.

As empresas tentam acompanhar o máximo possível os seus colaboradores nesta fase tão difícil e diferente das suas vidas, mas há sempre vários detalhes que é impossível acompanhar. Como por exemplo, o que estará o colaborador X a pensar? Será que quando isto passar vai voltar? Estará a adquirir novas competências para cumprir a sua actividade ainda de melhor forma? Ou será que está a adquirir outras competências para mudar de função, fazer algo diferente? Ou até mesmo, será que as está a adquirir para quando isto passar sair da empresa e iniciar um novo desafio profissional, seja a trabalhar para outra organização ou iniciar um projecto empreendedor?

A grande verdade é que estes são tempos de mais perguntas do que respostas. Não sabemos muitas coisas. Este vírus veio transformar a nossa sociedade e as nossas organizações. Veio transformar as relações e a forma como vemos a vida e o que priorizamos. Pelo menos, espero que assim seja. Que as pessoas possam dar mais atenção ao que verdadeiramente importa e abrandar o seu ritmo de vida, reduzindo o consumo fácil e inócuo. Até hoje vivemos numa sociedade consumista e desigual. Que isto seja o gatilho para mudar e equilibrar mais a balança.

Irão surgir vários novos negócios e outros já existentes vão crescer. Mas muitos outros vão fechar, seja abruptamente ou gradualmente. Interessante é que se já se falava, ainda que timidamente da saúde mental e bem estar dos colaboradores, agora é uma prioridade e um dos principais temas da actualidade. São já várias as aplicações digitais que valorizaram de forma exponencial. Este é para mim um dos temas mais importantes de futuro. (...)

(Leia o artigo integral na edição 570 do Expansão, de sexta-feira, dia 17 de Abril de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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