Taxistas encurtam rotas e especulam o preço para garantir dinheiro do patrão

Taxistas encurtam rotas e especulam o preço para garantir dinheiro do patrão
Foto: César Magalhães

Esta é a explicação avançada pelos taxistas e associação do sector, lembrando a diminuição da lotação e as inúmeras barreiras policiais criadas na cidade para controlo das medidas impostas pelo estado de emergência. O cidadão paga mais e demora mais tempo a chegar ao trabalho, confirmou o Expansão.

Em Luanda muitos taxistas estão a especular o preço da corrida para garantir o dinheiro do patrão, que oscila entre os 18 a 20 mil kz/dia, e outros estão a encurtar as rotas devidos às barreiras impostas pela polícia em vários municípios.

Embora alguns patrões tenham decidido parar as suas viaturas, outros negociaram com os seus motoristas um pagamento diário para manterem a circulação. Estes estão a exercer a actividade de táxi, especulando nos preços da corrida, uma vez que a procura é superior à oferta. O que custava 150 passou para 200 e até mesmo para 300 kz. Isto apesar de ser um preço vigiado, ser proibido fazer qualquer aumento sem a aprovação do ministério da tutela. Mas os motoristas arriscam e alguns deles acabam detidos pela polícia.

Os trajectos também estão mais curtos, e o transporte que se fazia numa viagem apenas obriga agora à utilização de vários taxis. Exemplo disto é a cidadã Maria Sebastião que saía da Vila de Viana até ao 1º de Maio, gastando apenas 150 kz, mas agora é obrigada a apanhar dois táxis devido às rotas curtas.

"Antes apanhava apenas um táxi, agora pego dois, ou seja, na vila apanho para a Estalagem e depois 1º de Maio, gastando 300 kz porque os senhores taxistas decidiram encurtar as rotas", lamenta a trabalhadora, acrescentando que fazia esta trajecto numa linha única antes do estado de emergência.

Eduardo Tchicuma reclama dos preços. Teve de pagar 200 kz para sair do Hoji-ya-Henda até ao mercado do São Paulo, viagem que antes custava 150 kz.

"Esta situação está a causar muitos embaraços à nossa vida porque somos obrigados andar a pé uma longa distância para mais a frente apanhar um táxi de 150 kz. Há um elevado número de pessoas que estão a caminhar, sem qualquer distanciamento social, o que não é bom para a actual situação do País", alerta. (...)


(Leia o artigo integral na edição 573 do Expansão, de sexta-feira, dia 8 de Maio de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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