África quer converter dívida em títulos subscritos por credor multilateral triplo A

África quer converter dívida em títulos subscritos por credor multilateral triplo A
Foto: D.R.

Se não houver uma instituição multilateral, ou um banco central, interessado, a proposta pode ser viabilizada pelas nações mais ricas, através dos Direitos Especiais de Saque que têm no FMI, defendem os arquitectos do plano.

A Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA) está no centro de negociações para tentar converter a dívida pública africana num mecanismo financeiro especial, subscrito por um banco multilateral com classificação triplo A, com o objectivo de aliviar o peso da dívida dos países africanos, avaliada em 2018 pelo Banco Mundial em 740 mil milhões USD, em que 583 mil milhões USD são referentes a países da África Subsaariana.

As negociações, que envolvem ainda a União Africana, um grupo de ministros das Finanças africanos e ex-banqueiros, passam por encontrar um credor multilateral, triplo A (o mais alto na classificação das agências de rating) ou um banco central capaz de converter a dívida actual em títulos com maturidade mais longa e com uma carência de cinco anos, período durante o qual beneficiam de isenção de pagamentos e cupões (pagamento de juros) mais baixos, como explica Vera Songwe, directora-geral da UNECA, à agência Bloomberg.

"Em princípio, os detentores de títulos devem estar ansiosos por participar, porque irão abrir mão de uma obrigação ilíquida por títulos com avaliação triplo A, que se pode colocar em qualquer cabaz de compras", afirmou a economista camaronesa que dirige a UNECA. (...)

(Leia o artigo integral na edição 573 do Expansão, de sexta-feira, dia 8 de Maio de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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