No contexto da pandemia, como deverá o sector segurador reagir?

No contexto da pandemia, como deverá o sector segurador reagir?
Foto: César Magalhães

Os reguladores recomendam ao sector segurador que encontrem mecanismos que lhes permitam manter a monitorização regular da posição financeira, de liquidez e de solvência das empresas. A ARSEG recomendou que o sector esteja preparado para implementar medidas para garantir a continuidade do negócio e a manutenção dos serviços prestados.

As empresa de seguros enfrentam condições cada vez mais difíceis, quer pelas condições desafiantes do mercado quer pela manutenção das suas operações, enquanto tomam igualmente medidas para proteger funcionários e clientes.

O crescimento económico e a volatilidade dos mercados financeiros estão a aumentar o impacto no sector.

A rápida disseminação da Covid-19, com as consequentes medidas de contenção, estão a afectar o crescimento económico, a aumentar a volatilidade dos mercados, assistindo-se igualmente a uma contínua quebra no preço do petróleo no mercado petrolífero. Tudo isto conduz a um impacto negativo na situação financeira das empresas do sector segurador.

As preocupações com a disseminação da Covid-19 e seu impacto na economia global também afectaram a confiança dos negócios globais, o medo das consequências da epidemia global do novo coronavírus fez com que os mercados de acções internacionais passassem pela semana mais negra desde a crise financeira de 2008.

Apesar de já ter ocorrido uma recuperação parcial, os mercados continuarão voláteis nas próximas semanas. De acordo com a publicação do Fitch Ratings, de 22 de Abril "Prevê-se que o PIB global caia 3,9% em 2020, causando uma recessão sem precedentes no período pós-guerra".

Um estudo recente do Lloyd"s City Risk Index colocava o PIB em risco em Luanda em cerca de 160 milhões de USD/ano perante um risco de pandemia. O mesmo estudo aplicado às cidades americanas colocava a pandemia humana a custar uma média de 9,79 mil milhões de dólares por ano.

À medida que o surto continua a evoluir, é difícil, neste momento, estimar a extensão e a duração do impacto comercial e económico.

No contexto Europeu, as autoridades de supervisão têm estado a monitorizar as implicações do surto de Covid-19 a vários níveis, pelo que tem sido várias as intervenções no sentido de manter o sector segurador a funcionar em boas condições para dar resposta às necessidades das empresas e das famílias, bem como de proteger os interesses dos consumidores. (...)

*Manager EY, Actuarial Services

(Leia o artigo integral na edição 573 do Expansão, de sexta-feira, dia 8 de Maio de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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