Novas formas de trabalhar

Novas formas de trabalhar

Haverá aqui um enorme desafio para as lideranças. Os maus líderes serão mais notados e as organizações terão de ser mais céleres em aplicar mudanças. Por outro lado, os bons líderes sairão reforçados e vão fazer com que as suas equipas tenham ainda uma maior performance e motivação.

Muito se tem falado sobre o regresso ao trabalho após o período de confinamento. Muitas têm sido as abordagens também a este tema. Como estarão as pessoas do ponto de vista da saúde mental, se os espaços de trabalho deverão sofrer mudanças, não apenas por razões sanitárias, mas também por razões estratégicas e de futuro modelo de trabalho, se o trabalho remoto veio para ficar e se a flexibilidade laboral será, finalmente, uma realidade em todas as empresas. Pelo menos, nas funções que assim o permitam.

Se, por um lado, é fácil colocar divisórias de acrílico nas mesas de trabalho, ou estabelecer regras de utilização de casas de banho, ou das áreas comuns, mais complexo é que as organizações e pessoas consigam rapidamente estabelecer novos métodos de trabalho. E isso, é muito difícil. Mas será possível e obviamente que irá acontecer. Dependerá das organizações serem mais ou menos ágeis, não só no seu mindset, mas na aplicação das várias ferramentas existentes.

Esta pandemia veio trazer muito de novo, e talvez um dos pontos mais importantes é que as pessoas hoje estão diferentes no seu propósito. Hoje, e é fundamental perceber que foi em apenas poucos meses, a maioria das pessoas dá mais valor ao que realmente importa, deixando de lado a futilidade das coisas. E apenas esta mudança está e vai continuar a trazer grandes diferenças no comportamento das pessoas quanto ao consumo. Mas talvez ainda mais importante, estão a aprender a dar mais valor ao equilíbrio entre a vida familiar e profissional.

O trabalho remoto veio para ficar. E muito bem. A possibilidade permanente de as pessoas poderem trabalhar a partir de casa dois ou três dias por semana será uma realidade. E, com isso, muitos aspectos positivos sairão daí. Para o ambiente, menos carros, menos circulação, menos poluição. Para o "bolso" das pessoas, vão gastar menos dinheiro nas deslocações. As pessoas vão ser mais felizes, pois não perdem tanto tempo nas deslocações (é impressionante o tempo acumulado que perdemos nas deslocações, pelo que desafio todos os leitores a fazerem o cálculo desse tempo num ano). Podem ser mais saudáveis, pois comem em casa e no tempo que poupam podem fazer exercício. Criam mais senso de comunidade nas suas zonas de residência, porque passam lá mais tempo de qualidade. E, claro, com mais tempo em casa, podem sempre ajudar mais a desenvolver o pequeno comércio local. (...)


(Leia o artigo integral na edição 574 do Expansão, de sexta-feira, dia 15 de Maio de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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