Covid-19: um epílogo ao calvário

Covid-19: um epílogo ao calvário

A morte, uma que seja, é sempre uma tragédia. Quatrocentas é uma catástrofe. E quando isso acontece o País manqueja. A Covid-19 pode, agora, estar a esconder as nossas desgraças. E ainda não sabemos até quando. Há os que apontam para o pior.

A evolução da doença em África intriga. Alguns líderes do continente comemoram o que consideram o orgulho africano: o chá milagroso de Madagáscar. Por cá, em Angola, muita prudência. Uma das consequências nefastas do sentimento intrigante é a desconfiança generalizada das instituições africanas.

Mas, o medo, a falta de idoneidade dos governos e a incerteza disseminam esse tipo de comportamento. Mesmo diante das farpas da Organização Mundial da Saúde (OMS), os factos e as evidências tornam-se frágeis para enfrentar o mundo. Uma visão que África é incapaz de inverter.

Por estes dias em Angola, o sistema público de saúde reduziu ao mínimo o atendimento. Cogita-se mesmo que os hospitais públicos baixaram a guarda. A bandeira, agora, é a Covid-19.

Em Luanda, segundo o director do Cemitério de Viana, o mesmo recebe todos os dias cerca de 20 funerais de crianças. Da Huíla vem o alerta: no primeiro trimestre de 2020, 461 pessoas morreram vítimas de malária.

Neste período, a província registou mais de 83 mil casos da doença. Os números preocupam. Enquanto isso, no Hospital Geral, a caldeira aquece. Os insurgentes alegam que a nova direcção e a sua equipa, "vinda de Luanda", está a maltratá-los.

Mas, este é um problema menor. No Lubango, Caconda, Matala, Caluquembe, Jamba, Chicomba, Quipungo, Chipindo, Kuvango e Cacula, os números sobre a malária avançam. O sistema tem falta de médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, reagentes e medicamentos. (...)


(Leia o artigo integral na edição 576 do Expansão, de sexta-feira, dia 29 de Maio de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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