Operadoras congelam investimentos a nível mundial

Operadoras congelam investimentos a nível mundial
Foto: D.R.

O número de sondas a trabalhar em Angola chegou a zero. A produção petrolífera no País encontra-se em declínio e caso não se tragam novos campos a produção poderá cifrar-se na casa dos 800.000 barris por dia em 2029. Investimentos estão suspensos.

A disrupção provocada pela Covid 19 vai cortar os investimentos no sector da energia em todo o mundo em 400 mil milhões USD este ano, sendo que o sector de petróleo e gás vai representar 32% do total, informou a Agência Internacional de Energia (IEA sigla em Inglês) num relatório publicado esta quarta-feira.

A IEA aponta como responsáveis por esta situação a baixa da procura e dos preços do petróleo que "estão a eliminar os fundos disponíveis para investimentos em novos projectos especialmente no fornecimento de combustíveis".

Nenhum país ou tipo de recurso está imune aos cortes nos investimentos, entretanto a indústria de Shale Oil (petróleo de xisto) nos EUA foi a mais afectada. O escopo para reduções adicionais hoje é quase nulo, mas os cortes nos gastos resultaram automaticamente na redução da actividade das empresas e do sector petrolífero a nível global.

Inviabiliza estratégia de combate ao declínio

De acordo com especialistas contactados pelo Expansão, o impacto dos cortes de investimento na exploração vai afectar a estratégia do país para travar o declínio da produção. De acordo com a agência Moodys, caso não se registem novos investimentos, a produção petrolífera vai cair para 800 mil barris dia em 2029.

Em entrevista recente ao Expansão, o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo defendeu que em condições normais a estratégia de licitações e atribuições de blocos petrolíferos no offshore, mais concretamente nas bacias do Namibe e Benguela, apenas terá impacto sobre a produção em 5 a 7 anos a contar do inicio da exploração. Acontece que pese embora o processo de licitação já esteja concluído, as operadoras apenas poderão trabalhar no próximo ano.

Outro investimento previsto para ter impacto na economia, entre 3 a 4 anos, é a exploração de petróleo em campos marginais que com a retirada das sondas e consequente paralisação da actividade de exploração em Angola fica adiada colocando o país sobre uma pressão ainda maior. (...)


(Leia o artigo integral na edição 576 do Expansão, de sexta-feira, dia 29 de Maio de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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