Crédito ao consumo em Angola só com uma taxa à volta de 40%

Crédito ao consumo em Angola só com uma taxa à volta de 40%

O CEO adjunto do Banco Credibom, uma das maiores empresas de crédito ao consumo em Portugal, olha para o mercado angolano e projecta a forma e as condições de como este negócio poderia ser implantado. No início, uma taxa de juro de 40%, empréstimos baixos e prazos curtos.

O segmento do crédito ao consumo está em crescimento em todo o mundo, desenvolvido por instituições especializadas neste produto, normalmente detidas pelos maiores bancos comerciais. Este é um conceito que chegará a Angola nos próximos tempos, e que permite ao cidadão comum ter acesso imediato a bens de consumo que estão acima das suas poupanças no momento. Pedro Mata, CEO/adjunto do Banco Credibom, uma das maiores empresas do género em Portugal, faz um exercício de projecção do que seria a actuação de uma entidade com estas características no mercado angolano. Comecemos pela taxa de juro projectada para o nosso mercado. "Para além da desvalorização da moeda, há que incorporar a taxa de Renault (possível incumprimento), os custos da operação e a margem de rentabilização do capital alocado. Para uma taxa de inflação à volta dos 18%, eu diria que a taxa de juro dos créditos teriam de ser à volta dos 40%", diz Pedro Mata que acrescenta: "Possivelmente com tickets mais baixos (valores a emprestar) e prazos de amortização de mais curtos. Para arranque devia começar pelo crédito no ponto de venda (3, 6 ou 12 meses) para criar um histórico e ver a capacidade de pagamento dos clientes. Isso ia dando confiança e folga para depois projectar uma estrutura de ranking a mais longo prazo".

(Leia o artigo integral na edição 578 do Expansão, de sexta-feira, dia 12 de Junho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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