Empresas podem falir sem um plano de cultura de mudança e de transformação

Empresas podem falir sem um plano de cultura de mudança e de transformação

Actualmente, o cenário económico é de compressão.

Nos últimos dois meses mais de três mil colaboradores foram afectados pelos despedimentos e suspensão das relações jurídico-laboral, de acordo com as informações da titular do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social de Angola, no último encontro de auscultação com representantes das entidades empregadoras.

Lamentavelmente, estes dados estão dispostos a multiplicar devido à inexistência de um fundo de garantia das empresas para responder à actual situação da Covid-19 no País.

Na conjuntura em que nos deparamos, as empresas são chamadas a justificar a sua existência através de estratégias específicas e alinhar os objectivos a uma nova realidade, uma missão de teor altamente complexo, donde se destaca a gestão da transformação que pressupõe o foco em três universos: pessoas, cultura e estratégia. Entre várias acções a desenvolver, é um papel estratégico que se deve assumir, como prioritário, e gradualmente às necessidades e expectativas do mercado.

A velocidade vertiginosa que se vive afecta qualquer organização nos dias que correm, desde a evolução tecnológica, revisão de processos, reestruturações organizacionais, entre outras. Todavia, acompanhar estas mudanças e aceitar estas transformações frequentes e sucessivas é sinal de que as organizações precisam estar sempre preparadas para o "inesperado" e aprender a lidar com as repercussões que daí advém. Isto pressupõe ter fortes habilidades de adaptabilidade e a capacidade e o engenho de criar uma cultura de mudança e de transformação inovadora e eficaz.

O modelo defendido por John Kotter, da Harvard Business School, é fundamental para enfrentar o presente e ajustarmo-nos no futuro. Ele posiciona-nos a reestruturar tudo, sem deixar os sonhos de origem da empresa, a adaptar-nos às novas realidades, sem abandonar a identidade do negócio e realizar mudanças, sem abrir mão dos valores que tornaram real a existência da empresa.

Os efeitos da Covid-19 às organizações pressionam-nas a efectuar duas mudanças: mudanças emergentes e mudanças radicais.

*Gestor de Recursos Humanos

(Leia o artigo integral na edição 578 do Expansão, de sexta-feira, dia 12 de Junho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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