Grupo ENSA quer devolver 380,7 mil milhões Kz em activos tóxicos ao Banco Económico

Grupo ENSA quer devolver 380,7 mil milhões Kz em activos tóxicos ao Banco Económico
Foto: D.R.

A entrada do Grupo ENSA no resgate do BESA aconteceu em 2016 a mando do Governo, que obrigou o Grupo a adquirir 445,8 mil milhões Kz em activos do BESA. A maior parte, 380,7 mil milhões, foram créditos de cobrança duvidosa e o restante foram imóveis. Dinheiro servia para pagar dívida ao BNA.

O Grupo ENSA quer devolver ao Banco Económico uma carteira de activos tóxicos adquirida em 2016 por 380,7 mil milhões Kz, numa operação desenhada pelo então Governo para injectar capital no Banco Económico para que este pagasse uma dívida do Banco Espírito Santo Angola (BESA) ao BNA, confirmou ao Expansão o PCA do Grupo, Carlos Duarte.

"Espero que até ao final do ano esta questão esteja resolvida. Embora seja uma questão política, a ENSA não gere negócios bancários", disse o responsável, adiantando que estes "activos tóxicos", essencialmente créditos, não fazem parte do segmento de negócios do grupo proprietário da seguradora.

Carlos Duarte, que também é o PCA do Grupo ENSA, adiantou que, já no ano passado, o Ministério das Finanças estava a trabalhar para a reversão do negócio, mas acabou por ainda não acontecer, mas espera que até final deste ano seja concluído.

A entrada do Grupo ENSA no resgate do BESA aconteceu em 2016 a mando do Governo, depois de o BE não ter conseguido colocar uma emissão de 50 mil milhões Kz de instrumentos subordinados (em que em caso de falência os detentores dos instrumentos são os penúltimos a ser reembolsados) prevista no plano de reestruturação aprovado pelo BNA. Como ninguém quis comprar, o Governo mandou avançar com o Grupo ENSA, que adquiriu 445,8 mil milhões Kz em activos do BESA. Do total de 445,8 mil milhões Kz do acordo entre o Grupo ENSA e o Económico, 380,7 mil milhões Kz eram créditos concedidos pelo BESA e o restante estava relacionado com activos imobiliários.

Dos 445,8 mil milhões Kz, o Grupo ENSA entregou ao BE 47,0 mil milhões Kz. Esse dinheiro não veio dos cofres da seguradora foi o Estado que lhe deu.

(Leia o artigo integral na edição 579 do Expansão, de sexta-feira, dia 19 de Junho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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