A cibersegurança do amanhã

A cibersegurança do amanhã
Foto: D.R.

Num 2020 tomado pela pandemia da Covid-19, o cibercrime teve uma subida astronómica. A Interpol e a Europol desdobraram-se em ações de prevenção e elucidação que são de louvar pela sua pertinência. Por outro lado, e no terreno, em conjunto com dezenas de entidades policiais e serviços secretos de todo o mundo, abortaram inúmeros casos de cibercrime.

2020 entrará para a história como o ano que a pandemia congelou, e tornou-se um oceano de oportunidades para o cibercrime.

Por norma, quando se ouve falar de cibersegurança, pensamos no imediato nas grandes empresas que são vítimas de hackers que roubam informação, cartões de crédito e passwords de milhares de utilizadores incautos; pensamos como é que alguém acede a um computador ou a um telemóvel, e consegue apoderar-se de tudo o que lá está, desde ficheiros a fotografias. Não pensamos é que podemos ser a vítima seguinte.

A cibersegurança assume uma importância clara para cada um de nós; saber lidar com a segurança da informação, o quão importante é saber escolher passwords robustas e indecifráveis, e saber que devemos evitar, por muito que custe, a ligação dos nossos aparelhos a redes públicas de WiFi, e saber interpretar os endereços de e-mail para não cair na tentação de abrir links ou anexos indesejados, são exercícios de comportamento cada vez mais indispensáveis.

O primeiro dano que sofremos, enquanto indivíduos ou empresas vítimas de cibercrime, é um dano reputacional. Seja porque existe na internet uma fotografia íntima, ou porque conseguiram comprometer o sistema e esvaziaram uma conta bancária; o dano inicial é sempre reputacional; e esse, é o de mais difícil recuperação; de seguida, é altura para minimizar danos, restabelecer serviços, sites, tentar recuperar informação, e ponderar, finalmente, se "gastar" dinheiro em cibersegurança não é, afinal, um investimento! Porque é.

A nossa abordagem à cibersegurança é mais vasta: primeiro, testar; vamos saber o que está mal. Depois, perceber o quão capacitados estão os colaboradores para gerir o seu próprio sistema e ministrar formação complementar. Posteriormente, dotar o cliente de um sistema de monitorização constante das ameaças ao sistema, não via software (porque não acreditamos em softwares milagrosos "anti-cibercrime"), mas através de dezenas de seres humanos, altamente qualificados, e que trabalham 24/7 num Centro Operacional de Cibersegurança, um SOC(1). O que permitirá esta solução?

*Partner da Smart Consult.tech Network Intelligence Analyst Certified Network Security Specialist

(Leia o artigo integral na edição 581 do Expansão, de sexta-feira, dia 3 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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