BNA adia nota de 10.000 Kwanzas para melhores dias

 BNA adia nota de 10.000 Kwanzas para melhores dias
Foto: Adjali Paulo

Ao contrário do que tinha sido anunciado a nova nota de 10.000 Kz não vai ser emitida para já, ficando a aguardar a melhoria da situação económica do país, num processo que custa ao erário público 30 milhões de dólares. A decisão foi divulgada esta manhã, pelo Governador do BNA, José de Lima Massano, no acto de apresentação da nova família do Kwanza. A "série 2020" vai estrear-se a partir do próximo dia 30, com a reemissão da nota de 200 Kz, posta a circular pela primeira vez em 2013 e retirada em 2018, e, progressivamente, serão introduzidas as novas notas de 500, 1.000, 2.000 e 5.000 Kwanzas, não estando contemplada a cunhagem de novas moedas. A emissão de dinheiro fresco surge num contexto económico adverso, marcado por uma forte desvalorização da moeda nacional.

Sem novidades positivas desde o início do ano - estando neste momento a perder 16,9% face ao dólar e 17,2% relativamente ao Euro - a nova família da moeda angolana traz uma lufada de ar fresco ao nível da imagem. Sai José Eduardo dos Santos, fica apenas o rosto do primeiro Presidente, Agostinho Neto, e pela primeira vez o dinheiro angolano vai contribuir para a divulgação das maravilhas naturais do país, com a garantia, pelo governador do BNA, José de Lima Massano, de que será também um dinheiro à prova de falsificação, através de cédulas mais seguras e mais resistente, graças à incorporação de um material mais durável. O Governador do BNA informou ainda que as novas notas conviverão com o dinheiro actualmente em circulação até 31 de Dezembro de 2021, sendo paulatinamente retiradas as mais antigas.

Segundo informações do BNA, o novo dinheiro vai promover as maravilhas naturais de Angola, vão andar de mão em mão: as Pedras Negras de Pungo a Ndongo (Malange) vão figurar na nota de 200; a Fenda da Tundavala (Huíla) na de 500; a cordilheira do Planalto Central (Huambo) fica estampada na de 1.000; a Serra da Leba (Huíla) na de 2.000 e as ruínas da Catedral de São Salvador do Congo (Zaire), na de 5.000 Kz.

Até agora o Estado gastava 30 milhões de dólares de dois em dois anos, para retirar milhões de notas de circulação em mau estado e substituir por dinheiro novo. A partir de agora vai precisar do mesmo valor mas apenas de quatro em quatro anos, dado que as novas notas são mais resistentes.

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