A Covid-19 "comeu" o turismo!

A Covid-19 "comeu" o turismo!
Foto: D.R.

É de louvar o entusiasmo que a ministra da Cultura, Turismo e Ambiente, Adjany Costa, tem em fazer parte da mudança no País e contribuir com o seu saber, como grande pesquisadora que todos conhecemos da National Geographic, o que tanto honrou o nosso País. Bem-haja nestas funções, com a fusão de três departamentos ministeriais, tornando-se num superministério.

No acto de tomada de posse, a ministra expressou a necessidade de conjugar esforços, de coesão e espírito de equipa para concretização das acções do seu ministério. Adiantou que estes sectores têm condições para gerar empregos e recursos para alavancar a economia angolana, o que considero uma miragem, face ao momento Covid-19.

A ministra em funções disse que a prioridade, no imediato, passa pela integração das três áreas, reconhecendo-os como universos completamente diversos.

Por mais vontade que se tenha, esta fusão não assentará, como "vasos comunicantes", ou seja, ao mesmo nível, porque o turismo não estará em condições para dar o retorno que se espera, pois, está moribundo!

O turismo está a passar por uma crise nunca vista nesta era moderna. E está à vista de todos. Teremos mesmo saudades do comboio de luxo com aqueles turistas, não sei se a Covid-19 não os tragou, e os dançarinos que já lá não estarão. Com o turismo, senhora ministra, não conte agora!

O seio nuclear de uma família, enquanto unidade de consumo, vê o "turismo" como um dos inúmeros bens e serviços que integram o seu cabaz de consumo. Mas, na verdade, o consumidor, por estar sujeito à restrição orçamental, faz escolhas de consumo que são também renúncias. Ou seja, por cada escolha que faz o consumidor incorre num custo de oportunidade, isto é, estará implicitamente a prescindir de um outro consumo (de outro bem) que não pode ser realizado porque o seu rendimento é finito (restrições orçamentais). Uma vez que se tratar de um bem superior, a probabilidade de se encontrarem produtos turísticos no cabaz de consumo é, naturalmente, uma função crescente do rendimento do consumidor. A Função Procura-Rendimento (procura turística) é expressa em função do rendimento. A sua inclinação é positiva, uma vez que em condições normais da procura as quantidades procuradas aumentam com a subida do rendimento. Curva de Procura-Rendimento, conforme a teoria da Economia do Turismo.

*Economista e docente universitário

(Leia o artigo integral na edição 582 do Expansão, de sexta-feira, dia 10 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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