Pessoas, processo e tecnologia continuam a ser a chave para o pós-Covid-19

Pessoas, processo e tecnologia continuam a ser a chave para o pós-Covid-19
Foto: D.R.

Dependendo das regiões, as organizações e sectores de actividade passarão pelas fases de "recuperação" e de "nova realidade" em momentos distintos, cada uma dessas fases terá necessariamente diferentes requisitos de redefinição de processos e da força de trabalho. Será certamente muito tentador, para alguns, reverter ao status quo antes da pandemia como solução fácil e imediata.

A disrupção causada pela pandemia da Covid-19 tem sido abrangente e impactante para todas as organizações. Embora os impactos específicos possam variar por indústria e local de trabalho, uma coisa é certa, todas serão forçados no curto prazo a considerar mudanças no seu modelo operativo, processos e na forma de trabalhar. Na resposta à Covid-19 antevê-se que as organizações vão passar por quatro fases:

¦ Reacção: Na resposta aos desafios imediatos colocados no início da pandemia

¦ Resiliência: Na gestão da incerteza durante os períodos de confinamento

¦ Recuperação: Na redefinição do seu modelo de negócio e identificação de novas oportunidades

¦ Nova realidade: Na adaptação a um mundo novo e um novo normal

Durante os períodos de confinamento, nas fases de "reacção" e "resiliência", muitas organizações adaptaram-se à utilização de plataformas digitais de colaboração e muitos dos processos passaram a ser efectuados em trabalho remoto, contudo, na generalidade dos casos, foi apenas uma transposição pura dos processos tal como existiam antes da pandemia. As plataformas digitais de colaboração foram preponderantes nestas fases, tendo-se assistido a um crescimento e amadurecimento das mesmas durante este período. Apenas numa semana registaram-se 12 milhões de novos utilizadores na plataforma Microsoft Teams, foi também possível aprovisionar em menos de cinco dias organizações inteiras na mesma plataforma, e de uma forma geral o número de ataques de DDOS (Distributed Denial-of-Service) reduziu em 30% desde Março.

Também os colaboradores tiveram um papel fundamental durante este período, para muitos foi como levar uma "injecção de adrenalina" com novas competências digitais para se adaptarem à nova realidade. Também contribuiu em muito, o facto de algumas das principais empresas tecnológicas terem disponibilizado acesso gratuito a certificações tecnológicas, a formação em formato de e-learning e outros conteúdos digitais, ou a participação em eventos e conferências mundiais, que outrora tinham custos proibitivos, passaram a ser acessíveis de forma gratuita e em formato digital, tornando mais equitativa e menos elitista o acesso a muita informação.

No caso particular de Angola, e pelo facto de a maior parte da consultoria externa estrangeira estar impossibilitada de trabalhar presencialmente, verificou-se um maior empoderamento dos colaboradores locais afectos aos bancos, seguradoras, telcos e outras organizações, tendo estes assumido e tomado à sua responsabilidade o desempenho de tarefas e actividades desempenhadas por terceiros.

*Associate Partner da KPMG

(Leia o artigo integral na edição 582 do Expansão, de sexta-feira, dia 10 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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