Sindicato de bancários quer reconversão de carreiras no BPC

Sindicato de bancários quer reconversão de carreiras no BPC
Foto: César Magalhães

Órgão que representa os trabalhadores bancários de todo o País junto das entidades empregadoras assegura que pretende dialogar com administração do BPC para reverter a decisão de despedimentos da massa laboral afecta aos 54 pontos de atendimentos por encerrar.

Como forma de fugir ao já anunciado processo de despedimentos no Banco de Poupança e crédito (BPC), o Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SNEBA) defende que os trabalhadores com mais de 10 de anos de casa e que tenham menos de 55 anos de idade devem beneficiar de outras formas de acomodação, que inclui a reconversão de carreiras e transferências para as empresas participadas do banco. A posição do órgão que representa os trabalhadores bancários do País surge após o conselho de administração do maior banco público ter emitido um pré-aviso aos 192 trabalhadores afectos aos 54 pontos de atendimentos que devem encerrar ao abrigo do processo de reestruturação, segundo o sindicato.

Além da reconversão de carreira e transferências para grupos empresariais participados, o SNEBA sugere também que os trabalhadores abrangidos pela medida integrem uma bolsa de talentos criada pelo banco, núcleo de formadores e alocação em áreas da instituição bancária onde existam vagas. "A direcção do sindicato não se opõe à possibilidade de reformas antecipadas, desde que estejam asseguradas todas as condições previstas na lei e nos normativos internos do banco, tais como a reforma por inteiro, garantia da pensão complementar e assistência médica e medicamentosa", sugere o órgão.

Apesar das sugestões do SNEBA para contornar o processo de despedimentos no BPC, o presidente do conselho de administração do BPC, António André Lopes, já adiantou que a entidade se vai desfazer dos negócios não "core", nomeadamente no sector imobiliário, hospitalar, segurador, hoteleiro e outros.

Em finais de 2019, o BPC tinha participações financeiras em 12 grupos empresariais, em que se destacam, entre outros, a Fenix SGFP, S.A., o BPC- Imobiliária, Mundial Seguros, Bricomil e Emis - Empresa interbancária de Serviços.

O Plano de Recapitalização e Reestruturação (PRR) do BPC, apresentado ao público no início de Junho, prevê, entre outros, a redução de um terço do pessoal trabalhador, redimensionamento da estrutura orgânica e encerramento de dezenas de balcões.

Até 31 de Dezembro de 2019, o banco tinha um efectivo de 4.896 funcionários. Contas feitas, serão cerca de 1.600 os trabalhadores em todo o país que verão os seus vínculos contratuais terminados em três anos.

Aos trabalhadores já afectados por esta medida, a direcção do SNEBA garante que está a desenvolver acções de sensibilização dos trabalhadores, ao mesmo tempo que vai dialogar com a entidade empregadora sobre a "possibilidade de ver revertida a decisão [de despedimentos], nas situações em que se observar não ter havido justiça, por ausência de critérios".

"E tão logo chegue à conclusão da existência de irregularidades ou atropelos à lei, [o SNEBA] accionará os mecanismos legais", adverte.

(Leia o artigo integral na edição 582 do Expansão, de sexta-feira, dia 10 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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