Desafios prementes

Desafios prementes
Foto: D.R.

São tempos desafiantes e nada fáceis. É um facto. Tudo isto apresenta um enorme desafio para o qual ninguém ou muito poucos estariam preparados, mas a capacidade e velocidade de adaptação das organizações e dos seus responsáveis, vai determinar o sucesso ou insucesso dos mesmos.

Muito se tem falado do que poderá ser a tendência dos espaços de trabalho neste futuro próximo, devido ao impacto da pandemia mundial que estamos a atravessar. A verdade é que não sabemos quanto tempo mais iremos estar numa espécie de confinamento ou salvaguarda, o que faz com que os escritórios nos dias de hoje sejam pouco mais do que quatro paredes, umas secretárias e cadeiras. Vários especialistas têm dado o seu contributo para que as organizações possam encarar este período como uma forma de transformação de como e de onde trabalham. Dificilmente haverá grandes consensos, sendo que talvez aquele que reuna mais adeptos seja de haver um sistema híbrido, em que os colaboradores estão uma boa parte da semana em casa e outra no escritório.

De acordo com todas as indicações que vamos recebendo da Organização Mundial de Saúde e das autoridades nacionais de saúde, assim como de diversos especialistas em saúde pública, estamos ainda longe de encontrar uma solução para o vírus, o que significa que as precauções do ponto de vista de utilização de máscara, de distanciamento social, cuidados especiais de limpeza com gel desinfectante estão ainda para durar e para ficar. Isto significa que dificilmente teremos para breve os aglomerados naturais dos colaboradores no espaços normais de trabalho.

Por outro lado, se as pessoas já se habituaram à ideia de trabalhar remotamente, nem que seja a tempo parcial, tendo com isso adquirido novos hábitos, sejam pessoais ou profissionais, existem outras preocupações que as empresas terão de considerar em relação aos seus colaboradores. E não, não falo de produtividade ou se as pessoas estão realmente a trabalhar. Aliás, facilmente se verifica que os colaboradores estão mais horas online e trabalham mais do que se estivessem no escritório. O que refiro neste caso é o excesso de vídeo chamadas, a falta de desenvolvimento de comunidade com os colegas de trabalho, questões relacionadas com a saúde mental, problemas físicos devido à falta de mobiliário adequado em casa para trabalhar e, claro, algumas atitudes menos positivas das empresas, como é o exemplo de agendar reuniões para o fim do dia, apenas para se assegurar que as pessoas estão a cumprir o horário até ao fim.

*Expert in Human Resources & Entrepreneur, Certified Coach PLD19, Harvard Business School Alumni

(Leia o artigo integral na edição 583 do Expansão, de sexta-feira, dia 17 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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