A importância da formação neste momento de crise

A importância da formação neste momento de crise
Foto: Adjali Paulo

Isto é feito a dois níveis - formação para a melhoria da perfomance profissional dos colaboradores, e a criação de condições envolventes para que exista um maior empenho no desempenho das funções. Sobre os programas de formação a desenvolver é necessário definir com exactidão a quem se dirigem e a forma como serão feitos.

É em momentos de crise, como este que vivemos, que deve haver uma maior aposta na valorização do capital humano das empresas. O plano de negócios adoptado pela maioria das organizações necessita de uma adaptação, sendo que as projecções das vendas (bens ou serviços) para equilibrar a rentabilidade das mesmas torna-se insuficiente, pelo que o caminho é vender mais e com maior margem. E para a maioria das empresas este desafio do aumento da produtividade não passa pelo investimento em novas tecnologias e equipamentos, antes pela melhoria dos processos, que depende do desempenho dos colaboradores. Por isso é necessário valorizar o capital humano das empresas, no sentido dos trabalhadores serem mais eficientes e produtivos, sendo necessário dotá-los das ferramentas necessárias para que isto aconteça.

Isto é feito a dois níveis - formação para a melhoria da perfomance profissional dos colaboradores, e a criação de condições envolventes para que exista um maior empenho no desempenho das funções. Relativamente ao primeiro aspecto, esta formação pode ser desenvolvida internamente, com acções de capacitação promovidas pelas chefias ou com a contratação de consultores externos, com o envio dos trabalhadores para locais especializados, normalmente quando o objectivo é ter uma aprendizagem mais focalizada. Cabe aqui acrescentar que o desgaste provocado pelo ambiente de pandemia nas empresas, especialmente nos trabalhadores que asseguraram o funcionamento das mesmas enquanto os seus colegas estiveram em confinamento domiciliar, se não for "atacado" com alguma rapidez pode ter consequências a médio prazo.

Sobre os programas de formação a desenvolver, antes da sua escolha, é necessário definir com exactidão a quem se dirigem e a forma como serão feitos. Olhemos por exemplo para uma empresa industrial. Se há uma alteração do processo produtivo, isso implica normalmente práticas diferentes, inserção de outros insumos, aplicação de novas matérias-primas, novas formulações ou apresentações. Neste caso a formação deve ser técnica e bastante explicativa, assente na função profissional e nos critérios de rentabilidade pretendidos. Se estivermos perante uma empresa comercial ou de serviços, a formação assenta normalmente em factores comportamentais, atitude e motivação, com maior incidência sobre a relação com o cliente, na organização e parâmetros de sucesso individual, numa primeira fase, e como estes se reflectem no todo que é a empresa, no resultado final (lucro) da organização.

A este propósito referir que se têm desenvolvido um pouco por todo o mundo formações motivacionais, baseadas em novas fórmulas de gestão que acreditam que o envolvimento emocional dos trabalhadores com a empresa garantem maiores níveis de rentabilidade, ao mesmo tempo que modifica o comportamentos dos trabalhadores face a questões tão simples como limpeza, conservação dos equipamentos, poupança dos consumíveis, ligações pessoais e inter-profissionais, etc.

*Gestor de Recursos Humanos

(Leia o artigo integral na edição 584 do Expansão, de sexta-feira, dia 24 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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