Angola regista a pior arrecadação de receitas de petróleo em dois anos e meio

Angola regista a pior arrecadação de receitas de petróleo em dois anos e meio
Foto: D.R.

O preço médio de exportação de crude em Junho fixou-se nos 21,73 USD mantendo-se nos níveis mais baixos da década. A exportação avaliada em 38,8 milhões de barris atingiu o nível mais baixo do I semestre.

O Estado recebeu 201,2 mil milhões Kz em receitas fiscais com a exportação de petróleo no mês de Junho, tratando-se do valor mais baixo em dois anos e meio, de acordo com cálculos do Expansão.

É preciso recuar a Dezembro de 2017, quando em receitas petrolíferas o País recebeu 153,0 mil milhões Kz. Desde essa altura, nunca recebeu abaixo dos 201,2 mil milhões registados no mês passado, segundo os dados sobre a exportação de petróleo divulgados na página da internet do Ministério das Finanças.

Na origem desta quebra da receita arrecadada por via do principal produto de exportação do País estão a queda na quantidade de petróleo exportado, bem como a descida dos preços devido à pandemia do coronavirus.

Ainda de acordo com os dados, o preço médio de venda do petróleo em Junho foi de 21,73 USD, o segundo mais baixo do ano, apenas superado pelo verificado em Maio, altura em que o barril de petróleo foi vendido a 15,41 USD, o valor mais baixo dos últimos 10 anos.

O Ministério das Finanças declara igualmente que o preço médio apresentado na informação publicada no seu website está indexado ao preço do mercado e não ao preço de referência fiscal determinado conjuntamente pelo MIREMPET e o MinFin através do qual se pode chegar ao valor efectivamente pago pelas petrolíferas ao Estado.

Exportou menos dois milhões de barris

Angola exportou em Junho cerca de 38,8 milhões de barris de petróleo, menos cerca de dois milhões de barris que no mês anterior, em que a exportação de crude se cifrou em aproximadamente em 41,0 milhões de barris. De acordo com o Ministério das Finanças os dados da receita petrolífera são extraídos das Declarações Fiscais submetidas à AGT pelas companhias petrolíferas, incluindo a concessionária nacional, no caso à Agência Nacional de Petróleo Gás e Biocombustíveis.

(Leia o artigo integral na edição 584 do Expansão, de sexta-feira, dia 24 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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