PIB das pescas cai 14%, exportações afundam 91,6%, mas consumo interno dispara

PIB das pescas cai 14%, exportações afundam 91,6%, mas consumo interno dispara
Foto: César Magalhães

Continuam os registos de exportações e de importações do pescado sem certificação dos ministérios da Agricultura e Pescas, Comércio e Indústria e Finanças. Saida de peixe do país pela "porta do cavalo" afecta de forma negativa a contabilidade de um dos sectores eleitos pelo Governo como estratégico do desenvolvimento.

O sector das pescas tem vindo a cair nos últimos anos, prejudicada pela saída do país de peixe sem certificação dos ministérios, o que prejudica o apuramento do real valor do sector no Produto Interno Bruto, apurou o Expansão junto de fontes que operam neste mercado.

O Produto Interno Bruto (PIB) do sector, em termos homólogos, caiu 14% em 2019, enquanto as exportações do pescado, em volume, afundaram 91,6%, indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre as Contas Nacionais e do Comércio Externo relativos ao ano passado. Já o consumo de pescado disparou 20,9%.

A marcha do PIB do sector, nos últimos seis anos, indica que a riqueza produzida pelo sector caiu 17%. A crise no sector pesqueiro, segundo fontes do Expansão, é justificada com a desorganização e falta de fiscalização das actividades piscatórias em Angola, que permite a exportação (mas também importação) ilegal sem a certificação dos ministérios da Agricultura e Pescas, Comércio e Indústria e Finanças.

Em termos de variação em cadeia, o PIB trimestral das pescas já vai no quarto trimestre consecutivo em terreno negativo.

Fontes do Expansão ligadas às pescas garantem que a actividade piscatória é confusa porque tem muitos intervenientes, situação que tem vindo a interferir na gestão eficiente do sector. O contrabando é um facto assumido que tem vindo a agravar o peso das pescas no PIB do País. De acordo com os dados do INE, as pescas valem apenas 2% do total do PIB ou seja, para aquilo que são as potencialidades é um dado bastante irrisório para um País que quer diversificar a sua economia. Os dados do INE indicam, em termos de volume, que as exportações afundaram 92%, no ano passado face ao período anterior, ou seja, as vendas saíram das 83 mil toneladas em 2018, para 7 mil toneladas no ano passado. A explicação é uma: as restrições nas exportações de algumas espécies marinhas afundaram as vendas do pescado angolano.

(Leia o artigo integral na edição 585 do Expansão, de sexta-feira, dia 31 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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