Accionistas da Unitel voltam a adiar decisões fundamentais para o futuro da empresa

Accionistas da Unitel voltam  a adiar decisões fundamentais para o futuro da empresa
Foto: D.R.

Já se sabia que o entendimento não ia ser fácil. A tensão entre os sócios ganhou novos contornos com a publicação de uma reportagem em Portugal onde se falava de transferências ilegais de Isabel dos Santos da Unitel, e com a resposta da empresária onde afirmava que a telefónica lhe devia mais de 300 milhões de dólares por via da Vidatel. Foi adiada a discussão de 13 pontos que são fundamentais para o futuro da empresa.

Agendada para 2.ª feira, a Assembleia-Geral da Unitel voltou a ser adiada, agora para o dia 3 de Agosto. Poucas horas antes desta começar, o gabinete de comunicação de Isabel dos Santos fez sair um comunicado em reacção a uma investigação publicada pela revista Sábado, primeiro em Portugal, onde a Vidatel, empresa da empresária e que é accionista da telefónica angolana, reclama uma dívida por pagar de mais de 300 milhões de dólares. A Vidatel diz ter efectuado, em 2016, um empréstimo à operadora angolana, numa operação validada e reconhecida pela administração e accionistas. Nesse sentido, a nota desmente quaisquer operações e ilícitos de favorecimento à Isabel dos Santos, que não fossem dividendos e salários acordados e feitos sempre com base na legislação em vigor.

Se os assuntos a tratar na Assembleia já eram melindrosos, com este dado novo, as coisas tornaram-se inconciliáveis, pelo menos naquele dia. O braço de ferro entre o estado angolano representado pela Sonangol e outros dois accionistas, a Geni e a Vidatel, pode paralisar estas tomadas de decisões, tendo em atenção que cada um dos blocos possui 50% do capital. Situação que pode vir a ser alterada com a aprovação da revisão da lei do sector empresário público, e que prevê a implementação dos votos preferenciais por parte do Estado, com as "golden share".

Treze pontos fazem parte da Assembleia do dia 3 de Agosto. Os dois primeiros têm a ver com a actividade da empresa, aprovação dos relatórios e contas do exercício de 2019, incluindo o parecer do Conselho Fiscal, e a deliberação sobre a proposta de aplicação dos resultados do exercício. Os dois seguintes com a prestação dos órgão sociais, um que se refere ao desempenho da Administração e Fiscalização da empresa, e um segundo que passa pela deliberação da proposta de prémios a atribuir aos administradores pelo desempenho no ano passado.

Tem depois dois itens agendados para falar de curto e médio e prazo - deliberação do Orçamento para 2020 e Plano de Negócios referente ao triénio 2020/2022. E aqui há uma particular atenção à entrada dos americanos da Africell, a terceira operadora móvel que deverá entrar no nosso mercado neste período, e que vai obrigar a alguma adaptação da operadora líder, uma vez que a concorrência deverá ser muito mais agressiva. Como se sabe a Africell já anunciou que terá uma política agressiva de preços e que trará alguns serviços inovadores.

(Leia o artigo integral na edição 585 do Expansão, de sexta-feira, dia 31 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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