COVID-19: 10 Tópicos para Reflexão sobre os Sistemas de Saúde Pública (2ª Parte)

COVID-19: 10 Tópicos para Reflexão  sobre os Sistemas de Saúde Pública (2ª Parte)
Foto: D.R.

Damos na segunda parte deste artigo, continuidade à partilha das experiências e ensinamentos recolhidos um pouco por todo o mundo, sobre as tendências de transformação dos sistemas de saúde apresentando os cinco tópicos finais, do conjunto de 10 tópicos identificados.

Controlo das Cadeias Logísticas e Transformação dos Serviços de Suporte

Um dos efeitos visíveis da pandemia foi expor múltiplas vulnerabilidades das cadeias logísticas globais, optimizadas durante anos para operar em máxima eficiência, suportadas em produções em países de baixo custo, operando em just in time e secas de capacidade para absorver variações significativas. Estes efeitos foram também sentidos nas cadeias logísticas dos sistemas de saúde. O incremento brutal sobre a procura de equipamentos de protecção e equipamentos médicos, em muitos casos despoletada centralmente por governos, levou a disrupções graves, desde a produção à entrega aos utilizadores finais. Algumas nações promoveram o enfoque de outras indústrias na produção local deste tipo de equipamentos, inclusivamente suportadas em novos modelos de relação entre Universidades e Indústria, e novas disposições regulatórias, que eliminaram burocracias e comprimiram prazos de time-to-market. Estas alterações de pressupostos terão um efeito estrutural - os sistemas de saúde terão de transformar as suas cadeias logísticas, assim como as funções de middle e back office, sob um novo paradigma digital, focado em criar maior resiliência e capacidade de dar resposta a mudanças das prioridades de saúde. Tal significará em muitos casos a reversão de princípios de operação estabelecidos, segundo uma lógica orientada ao risco, implicando maiores níveis de inventários próprios, diversificação de fornecedores e o encurtamento das redes logísticas, para lógicas nacionais ou regionais.
Centros de Controlo - A necessidade de suportar os vários níveis de decisão estratégica e operacional num contexto de elevado volume e variabilidade de informação, levou à criação de Centros de Controlo em vários países. Estes centros suportam decisões em tempo real sobre a alocação de recursos escassos, numa forma mais efectiva e eficiente, e a informação aos múltiplos agentes quase em tempo real. Os desafios para a criação de centros desta natureza são múltiplos, sendo o mais básico o da recolha fiável de informação, contudo as vantagens decorrentes dos mesmos são evidentes e serão fundamentais para ligar com
uma nova realidade de Saúde num mundo pós Covid-19.

*Partner da KPMG

(Leia o artigo integral na edição 585 do Expansão, de sexta-feira, dia 31 de Julho de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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