Nove empresas em falência técnica, 26 com prejuízos e 28 não apresentaram contas

Nove empresas em falência técnica, 26 com prejuízos  e 28 não apresentaram contas
Foto: D.R.

Face a 2018 há mais empresas a falhar a prestação de contas. Qualidade dos relatórios diminuiu, as empresas com prejuízos subiram e as que estão em falência técnica também aumentaram. O número de não auditadas disparou 70%. Muitas têm em comum as dívidas ao Fisco e à Segurança Social.

O quadro do sector empresarial público agravou-se em 2019 face a 2018, já que diminuíram as empresas a apresentar relatórios e contas, há mais falências técnicas, há mais empresas com prejuízos, há mais escusas de opinião dos auditores e há menos relatórios auditados. Também caiu a qualidade das demonstrações financeiras.

Nove das 50 empresas do sector empresarial público que apresentaram os seus relatórios e contas de 2019 estavam em falência técnica no final do ano passado, 26 apresentaram prejuízos, 17 não foram auditadas e 5 viram as contas chumbadas pelos auditores externos, que se recusaram a emitir opinião.

Numa análise do Expansão às contas das empresas publicadas no site do Instituto de Gestão e Participações do Estado (IGAPE), que ocorre pelo segundo ano consecutivo, este foi o primeiro ano em que empresas detidas pelo Estado viram o "chumbo" às contas pelos seus conselhos fiscais ser publicado nas demonstrações financeiras, nomeadamente a ENDE e as Edições Novembro, proprietária do Jornal de Angola.

Não obstante o representante do accionista (Estado) ter alargado o prazo para submissão dos relatórios e contas e suas peças do exercício de 2019 para Junho, até a última quarta-feira, data de fecho desta edição, 32% destas 50 empresas não tinham parecer do auditor independente, 42 % viram o relatório aprovado com reservas e 10% viram o auditor a escusar-se a emitir opinião. Apenas 10% tiveram os relatórios aprovados sem reservas. E muitas das reservas fazem referências a dívidas ao Fisco e à Segurança Social.

O conjunto destas empresas públicas e de domínio público saíram de lucros de 17.305 milhões Kz no exercício de 2018 a prejuízos de 328.268 milhões no exercício de 2019. A "culpa" é do BPC que em 2019 obteve o maior prejuízo de sempre da banca nacional ao registar um resultado líquido negativo de 404.731 milhões Kz. Sem contabilizar o BPC, o conjunto de 49 empresas obteria um lucro de 76.463 milhões Kz.

(Leia o artigo integral na edição 586 do Expansão, de sexta-feira, dia 7 de Agosto de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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