Ministério da Agricultura e madeireiros de "costas viradas"

Ministério da Agricultura  e madeireiros de "costas viradas"
Foto: César Magalhães

A suposta falta de sintonia entre o Ministério da Agricultura e os gabinetes provinciais do sector e apontada como estando na base do atraso da emissão das licenças de exploração de madeira. Das 15 províncias que fazem parte do mapa para a exploração, apenas a do Uige viu certificados os operadores.

O atraso na emissão de licenças pelo Ministério da Agriculta para a exploração de madeira durante a campanha florestal 2020, que iniciou em Maio, está a revoltar os empresários do sector, apurou o Expansão.

Os operadores estão agastados e dizem que a produção da madeira, deste ano, poderá atingir os níveis mais baixos dos últimos seis anos. Em resposta, o Ministério da Agricultura e Pescas (MINAGRIP) justifica estes atrasos com a pandemia da Covid-19, já que há menos funcionários a trabalhar.

Só que a campanha florestal já iniciou em Maio, as empresas estão impedidas de trabalhar e, para os empresários da Associação Nacional dos Industriais da Madeira de Angola (ANIMA), esta época está assim comprometida porque já passaram três meses do início legal para exploração florestal e apenas os operadores do Uige foram licenciados pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF).

Nos últimos dois anos, refere uma fonte da ANIMA, o Uige tem-se destacado nas quotas de madeira em toro a explorar na floresta natural (ver gráfico sobre as quotas anuais). No entanto, avança a fonte, enquanto a indústria madeireira não for pensada como um todo, os operadores podem enfrentar dificuldades e é importante que a articulação entre os governos provinciais e o MINAGRIP seja eficaz.

"Estamos a assistir à falta de sintonia entre os gabinetes provinciais da agricultura e o órgão de tutela. Desde que os governos provinciais deixaram de ter a responsabilidade de emitir as licenças, embora o processo seja visado a nível local, o MINAGRIP tornou o processo mais burocrático apesar de alegar constantemente a reorganização da actividade de produção de madeira, lenha e carvão", refere.

A fonte acrescentou que a crise no sector madeireiro está a baixar as receitas das empresas e, nesta altura, dos 90 operadores autorizados em todo o País, cerca de 40 não consegue pagar salários devido à queda do negócio.

(Leia o artigo integral na edição 586 do Expansão, de sexta-feira, dia 7 de Agosto de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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