Subsídios subiram mas prejuízos da comunicação social do Estado dispararam 74% para 1.403 milhões Kz

Subsídios subiram mas prejuízos da comunicação  social do Estado dispararam 74% para 1.403 milhões Kz
Foto: D.R.

Três das empresas públicas de comunicação social têm em comum o facto de terem dívidas ao Fisco e à Segurança Social. Enquanto os auditores externos às contas da TPA, da RNA e da Angop aprovaram as contas com reservas, a Deloitte e o conselho fiscal arrasam as contas das Edições Novembro, proprietária do Jornal de Angola.

A TPA, RNA, Edições Novembro (Jornal de Angola) e a Angop, empresas de comunicação social do Estado, obtiveram em 2019 um prejuízo em conjunto de 1.403 milhões Kz num ano em que dispararam os subsídios do Estado. Apesar de o Jornal de Angola ter registado lucros, invertendo uma tendência de dois anos com prejuízos, o conselho fiscal e auditor externo chumbaram as contas.

Os resultados das quatro empresas de comunicação social cujo accionista é o Estado estão publicadas na página da internet do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE).

Estas empresas, que têm nos subsídios operacionais do Estado a sua maior fonte de receita, viram os dinheiros públicos para financiar as operações aumentar em 2019 face a 2018. É o caso da TPA, que passou de 6.893 milhões Kz para 9.831 milhões, um aumento de quase 43% face aos subsídios estatais recebidos em 2018. OS subsídios às Edições Novembro também subiram quase 10% para 5.752 milhões Kz. Quanto à Radio Nacional de Angola, que apresentou ao IGAPE demonstrações financeiras incompletas (sem as notas às contas), o relatório oculta os subsídios operacionais recebidos em 2019, mas o parecer do conselho fiscal refere que houve um aumento face a 2018, ano em que recebeu do Estado 5.447 milhões Kz. Só a Angop viu ser reduzido o subsídio estatal em quase 2% para 3.395 milhões Kz.

Enquanto a TPA, a RNA e a Angop viram as suas contas aprovadas pelos seus auditores externos, embora com reservas, e "validadas" pelos seus conselhos fiscais, o mesmo não acontece com as Edições Novembro. A única empresa de comunicação social estatal a registar lucros viu as suas contas serem chumbadas pelo conselho fiscal e pelo auditor externo, a Deloitte, à semelhança do que já tinha acontecido em 2018.

(Leia o artigo integral na edição 586 do Expansão, de sexta-feira, dia 7 de Agosto de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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