"Temos um governo que abandalha a área da cultura"

"Temos um  governo que abandalha  a área da cultura"
Foto: D.R.

O pintor e escultor angolano Etona regressa ao mercado com a exposição itinerante "Contemplação" onde apresenta a peça única "Cegueira da justiça". O artista plástico sugere que as pessoas não devem cruzar os braços durante o confinamento.

Regressa agora com a "Contemplação". Porque é que fez esta exposição?

Porque tinha a responsabilidade em termos de filantropia e, é um percurso que devia afectar os demais a partir da altura em que estou a dirigir a União Nacional dos Artistas Plásticos Angolanos (UNAP). Quanto à peça, estamos numa etapa de justiça, por isso, essa exposição tem como titulo Contemplação, que é o momento de reflexão e oportunidades.

É olhar crítico ao estado actual da Justiça angolana?

O problema é que a justiça angolana não se desloca da justiça mundial. Sabemos que os africanos têm um problema, porque fazem justiça incutindo a sua visão naquilo que devem fazer. Há falta de formação, falta de equilíbrio intelectual, então, muitas vezes até os que nos fazem bem internamo-los, tudo sempre em nome da justiça. Por isso, chama-se atenção a todos para fazer justiça é preciso ter uma reflexão muito bem contida em base filosóficas e da ciência, não apensas com espírito religioso e teológico.

Quanto tempo levou para esculpir a peça "Cegueira da Justiça", que tem mais de três metros de largura e quatro de altura?

Em termos de tempos existem vários, para quem mergulha na ciência para fazer uma obra de arte. Mas, cronologicamente falando, uma peça dessa demorou cerca de dois anos a ser pensada e seis meses, no mínimo, para a finalização.

Como está a viver este período de confinamento?

O período de confinamento não pode nos apanhar distraídos nem parados. Porque este período alterou o desenvolvimento do nosso ponto de partida. O governo por uma questão económica e convivência social tem de se dar maior abertura para essa fase em que nos encontramos. E o Etona identifica-se com essa área e vai continuar a criar.

(Leia a entrevista integral na edição 586 do Expansão, de sexta-feira, dia 7 de Agosto de 2020, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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